A forma como a Polícia Militar tem tratado as denúncias anônimas que recebe em relação ao ataque ao tenente Ronickson Pimentel dos Santos, 39, tem atrapalhado o avanço da investigação sobre a motivação do crime, conforme a Polícia Civil.
Na avaliação feita por investigadores do caso à reportagem, as ações da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) que resultaram em mortes acabam impedindo a obtenção de depoimentos que poderiam ajudar a esclarecer o motivo do crime e a identificar todos os responsáveis.
De 29 de junho a 10 de julho, seis pessoas morreram em ações da Rota –pelo menos três delas eram alvo de denúncias que apontavam envolvimento direto no caso.
Segundo os boletins de ocorrência, os homicídios decorrentes de intervenção policial aconteceram durante ações para apurar denúncias anônimas sobre possíveis suspeitos. Tais denúncias não chegaram ao conhecimento da Polícia Civil.
Pimentel foi baleado na cabeça enquanto estava parado em um semáforo na avenida Goiás, principal via de São Caetano do Sul, no ABC, em 27 de junho. Ele permanece internado em estado grave no Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.






