O governo do estado de São Paulo suspendeu a contratação de novos empréstimos consignados de servidores com o Banco Digimais. A medida ocorreu logo após a deflagração da Operação Miragem, da Polícia Federal, que apura crimes contra o sistema financeiro na instituição do bispo Edir Macedo, fundador da Igreja Universal do Reino de Deus e dono da RecordTV.
A suspensão cautelar foi informada na edição de 29 de junho no Diário Oficial do Estado de São Paulo, em decisão assinada por Caio Paes de Andrade, secretário de gestão e governo da gestão Tarcísio de Freitas (Republicanos). O banco estava credenciado junto ao governo paulista desde 2025.
Procurado, o Digimais disse que não iria se manifestar.
O banco também tem contrato com a prefeitura de São Paulo, que se manteve após a Operação Miragem.
"A Secretaria Municipal de Gestão informa que o Banco Digimais consta do rol de instituições financeiras consignatárias, dentre 57 cadastradas na Prefeitura de São Paulo, todas atendendo os termos da legislação vigente. No caso do Digimais, respondendo por menos de 3% das consignações em folha de pagamento dos servidores públicos", disse a prefeitura.






