Na Segunda Guerra Mundial, em pleno Holocausto, cerca de 800 judeus conseguiram sobreviver no meio de Berlim. Num hospital que ficava a poucos quilômetros do bunker de Aldolf Hitler.
O Hospital Judaico de Berlim foi uma das únicas instituições judaicas que sobreviveu à era nazista. Fundado em 1756, ele estava aberto a pessoas de todas as religiões.
Mas tudo mudou com a chegada dos nazistas ao poder, em 1933. O hospital passou a só poder tratar judeus, como forma de segregação dessas pessoas mesmo.
E a partir de 1941, foi envolvido diretamente no Holocausto, servindo de campo de trânsito para a deportação em massa de judeus para campos de concentração e extermínio. Ou seja, o Hospital Judaico pôde continuar funcionando, mas foi obrigado a cooperar com os nazistas.Muitas vezes, médicos judeus eram forçados a selecionar pacientes para a deportação. Só que, em alguns casos, eles conseguiram atrasar essas deportações. Classificando pacientes como doentes demais para viajar e colocando a própria vida em risco.
Pouco antes do fim da guerra, os nazistas pretendiam executar todas as pessoas que estavam no hospital. Que incluíam pacientes, funcionários e outros judeus refugiados no local.








