Eddy Cue fala sobre novidades da Apple TV+ e planos com esportesVP da plataforma de entretenimento da empresa foi homenageado no Cannes Lions e falou também sobre produção original brasileira e quarta temporada de Ted Lasso. A Apple retomou o posto de empresa mais valiosa do mundo, superando a Nvidia com um valor de mercado de US$ 4,88 trilhões, segundo a Reuters. A mudança ocorre após a queda de 3,5% nas ações da Nvidia, que liderava o ranking impulsionada pela inteligência artificial. Analistas apontam que a Apple, menos exposta a altos investimentos em IA, está bem posicionada para monetizar a tecnologia. A transição na liderança da Apple, com Tim Cook preparando John Ternus como sucessor, e a reformulação da Siri são destaques no cenário atual.A Apple voltou a ocupar o posto de empresa mais valiosa do mundo ao ultrapassar a Nvidia em valor de mercado, segundo informações divulgadas pela agência Reuters nesta sexta-feira, 17. A fabricante do iPhone passou a ser avaliada em cerca de US$ 4,88 trilhões, enquanto a Nvidia recuou para aproximadamente US$ 4,86 trilhões após suas ações caírem 3,5%.A mudança encerra um período de quase um ano em que a Nvidia liderava o ranking das companhias mais valiosas do mundo, impulsionada pelo avanço da inteligência artificial (IA).Empresa volta a ser a empresa mais valiosa do mundo. Foto: AP Photo/Matthias SchraderPUBLICIDADEPara analistas ouvidos pela Reuters, o movimento indica que investidores passaram a ampliar o foco para além das empresas diretamente beneficiadas pelo boom da tecnologia. “A Apple era vista como retardatária na corrida da IA porque não estava gastando para desenvolver modelos, mas agora o sentimento mudou”, afirmou Toni Meadows, chefe de investimentos da BRI Wealth Management. Segundo ele, a empresa está menos exposta aos elevados investimentos em infraestrutura de IA e mais bem posicionada para monetizar a tecnologia por meio de serviços, da fidelização ao seu ecossistema e da renovação de hardware.O novo marco também ocorre em um momento de transição para a Apple. O CEO Tim Cook prepara a sucessão para John Ternus, atual chefe da divisão de hardware, prevista para setembro, segundo a agência de notícias. No mês passado, a companhia lançou uma versão reformulada da assistente virtual Siri, apostando que a ferramenta ajudará a reduzir a distância em relação às rivais na disputa pela inteligência artificial.PublicidadeAnalistas também apontam que a Apple possui uma vantagem estratégica por concentrar um grande volume de dados pessoais armazenados nos iPhones, que podem tornar a Siri mais eficiente. O desafio, segundo especialistas, será encontrar uma forma de utilizar essas informações sem comprometer a política de privacidade da empresa.Apesar de perder a liderança, a Nvidia continua sendo uma das principais beneficiárias da expansão da inteligência artificial. Seus processadores gráficos seguem como peça central para o desenvolvimento de modelos de IA generativa, e analistas avaliam que a empresa pode retomar o primeiro lugar caso o sentimento do mercado volte a favorecer o setor.Nvidia recuou e passa a ser avaliada em aproximadamente US$ 4,86 trilhões. Foto: Adobe StockA Reuters destaca ainda que o entusiasmo com a inteligência artificial passou a beneficiar outros fabricantes de semicondutores. Empresas de chips de memória, como a Micron, ultrapassaram a marca de US$ 1 trilhão em valor de mercado neste ano, enquanto a sul-coreana SK Hynix estreou na Nasdaq neste mês, ampliando a concorrência entre empresas ligadas à infraestrutura da IA.PublicidadeNas últimas semanas, porém, o setor enfrentou maior volatilidade. Segundo a agência, investidores passaram a reavaliar a sustentabilidade dos investimentos em inteligência artificial, levando o índice Philadelphia SE Semiconductor (SOX) a acumular queda de quase 19% em relação às máximas históricas registradas anteriormente.Leia tambémEve, da Embraer, e Hitachi Energy fecham acordo para eletrificar rota de ‘carros voadores’IBC-Br, prévia do PIB do Banco Central, sobe 0,1% em maio, acima do esperadoMotta defende uso da Lei de Reciprocidade Econômica como resposta às tarifas dos EUA