Ações da fabricante do iPhone subiram 0,4%, elevando valor de mercado para US$ 4,9 trilhões, contra US$ 4,8 trilhões da fabricante de chips, cujos papéis registraram queda de 3,7% 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Um funcionário limpa o pó de uma placa da Apple durante um evento em Nova York — Foto: Adam Gray/Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 17/07/2026 - 12:19 Apple Retoma Título de Empresa Mais Valiosa, Superando Nvidia A Apple retomou o título de empresa mais valiosa do mundo, superando a Nvidia, após uma alta de 0,4% nas ações. A fabricante do iPhone atingiu um valor de mercado de US$ 4,9 trilhões, enquanto a Nvidia caiu 3,7%, chegando a US$ 4,8 trilhões. A mudança ocorre em meio a um movimento de rotação no setor de tecnologia, com investidores se afastando de empresas focadas em inteligência artificial e chips. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Apple voltou a ser a empresa mais valiosa do mundo, retomando o posto da Nvidia, que o ocupava desde maio de 2025. As ações da Nvidia caíram 3,7% nesta sexta-feira, reduzindo o valor de mercado da fabricante de chips para US$ 4,8 trilhões. Já as ações da Apple subiram 0,4%, elevando sua avaliação para US$ 4,9 trilhões. A fabricante do iPhone está se beneficiando de um movimento mais amplo de rotação no setor de tecnologia, em que os investidores estão se afastando das empresas que fazem grandes investimentos em inteligência artificial. A Apple vive um momento de forte valorização, com suas ações subindo 21% desde a mínima registrada em junho. Em 2026, os papéis já acumulam alta de 23%, tornando a empresa o melhor desempenho entre as chamadas "Magnificent Seven" ('As sete magníficas', em tradução livre). No mesmo período, o índice Nasdaq 100, fortemente concentrado em empresas de tecnologia, avançou 12%, enquanto o S&P 500 registrou alta de 8,6%. A força recente das ações da Apple decorre da migração de investidores para fora de outros segmentos do setor de tecnologia, especialmente das empresas que mais investem em inteligência artificial e dos fabricantes de chips, cujas ações dispararam à medida que grandes volumes de recursos foram direcionados para seus negócios. Agora, cresce a preocupação de que essa valorização tenha ido longe demais. Além disso, a Apple recebeu recentemente a tão aguardada aprovação do governo chinês para lançar o Apple Intelligence na China, medida que deve impulsionar o crescimento da empresa. As ações da Nvidia caíram nesta sexta-feira após a divulgação de que um novo modelo de inteligência artificial da startup chinesa Moonshot é capaz de competir com as melhores soluções da OpenAI e da Anthropic, que utilizam os chips da Nvidia. A possibilidade de os modelos chineses ganharem espaço reforça as preocupações de que o ciclo de investimentos maciços em infraestrutura de IA esteja se aproximando do seu pico. Ao mesmo tempo, o banco HSBC elevou sua recomendação para as ações da Apple de manutenção para compra, afirmando que a empresa está bem posicionada no atual cenário de mercado. A Apple "está agora em um ponto de inflexão operacional", escreveu o analista Nicolas Cote-Colisson. "Além de poder ficar de fora do debate sobre os gastos de capital (capex) excessivamente elevados, a empresa também está muito bem posicionada para aproveitar sua base instalada de 2,5 bilhões de dispositivos com a futura reformulação do Apple Intelligence." Queda generalizada de ações de chips Um índice de ações de semicondutores amplamente acompanhado está prestes a entrar em um mercado de baixa (bear market), revertendo parte da forte alta liderada pelas fabricantes de chips de memória, que fez o indicador mais do que dobrar de valor em apenas três meses. O Philadelphia Semiconductor Index, mais conhecido como SOX, caiu 4,8% na sexta-feira, levando sua desvalorização em relação ao recorde histórico registrado no fim de junho para mais de 20% — abaixo do limite técnico que caracteriza um mercado de baixa. O índice, composto por 30 empresas do setor de semicondutores, havia disparado 105% entre a mínima de março e o pico alcançado no mês passado. As ações da Marvell Technology, ARM Holdings e Intel já acumulam quedas superiores a 30% desde então. A forte venda de sexta-feira ocorreu após um avanço inesperado da startup chinesa de inteligência artificial Moonshot, que afirmou que seu novo modelo Kimi K3 rivaliza com as soluções mais avançadas da OpenAI e da Anthropic. Um índice da Bloomberg que acompanha ações asiáticas de semicondutores caiu mais de 6%, com investidores comparando o movimento ao choque provocado no mercado pelo avanço da DeepSeek no ano passado. As preocupações renovadas com a sustentabilidade da tese de investimento em inteligência artificial — e sobre a capacidade das grandes empresas de tecnologia ("hyperscalers") de continuar investindo trilhões de dólares em infraestrutura — têm impulsionado a recente onda de vendas. Além disso, os investidores questionam se as avaliações das empresas do setor ficaram excessivamente elevadas e se as ações subiram rápido demais. Nem mesmo as fabricantes de chips de memória, que estavam entre os maiores destaques do mercado neste ano, escaparam da correção. Persistem dúvidas sobre quando a oferta finalmente conseguirá acompanhar a demanda explosiva e qual será o impacto disso sobre os lucros extraordinários registrados recentemente. As ações da Micron Technology acumulam queda de 33% em relação ao seu pico, enquanto Western Digital e Sandisk recuaram mais de 40%. A Samsung Electronics também despencou no início de julho, mesmo após divulgar um aumento de 19 vezes no lucro trimestral — um resultado que não foi suficiente para satisfazer os investidores depois de uma valorização de 150% das ações no início do ano. A Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC), principal fabricante de chips da Nvidia., enfrentou situação semelhante nesta semana, mesmo após elevar suas projeções de investimentos e receita para o ano. Suas ações caíram mais de 7%, ampliando a perda em relação ao recorde histórico para quase 9%. Apesar da correção, o índice SOX ainda acumula alta de aproximadamente 60% em 2026, superando com folga o ganho de 8,6% do mercado acionário mais amplo. Além disso, os analistas continuam amplamente otimistas: segundo a média das projeções de preços-alvo para as 30 empresas que compõem o índice, o consenso aponta para um potencial de valorização de cerca de 38% nos próximos 12 meses.