"Quero ser presidente estudantil do Colégio Truham para acabar com a cultura do bullying e a homofobia, que fizeram da minha vida um inferno." Essas são palavras de Charlie Spring, personagem de Joe Locke, em uma das primeiras cenas do filme "Heartstopper para Sempre", que chegou ao catálogo da Netflix nesta sexta-feira (17).
O discurso poderia ser, também, vida real e saído da boca de Alice Oseman, autora das HQs que deram origem à série que fez enorme sucesso. Em parte, porque tornou viável o sonho do espectador LGBTQIA+ de múltiplas faixas etárias de se reconhecer numa narrativa feliz, algo nem sempre comum em filmes e séries queer.
O longa-metragem que serve de capítulo final dessas histórias, com quase duas horas de duração, traz um amadurecimento dos laços criados pelos personagens ainda na adolescência, ao longo de três temporadas, lançadas entre 2022 e 2024.
Dirigido por Wash Westmoreland, o filme tenta consolidar a ideia já trabalhada pela autora e também roteirista de que tudo muda, e que, apesar do título, nada é necessariamente eterno.
Assim, "Heartstopper para Sempre" aposta em longos arcos dramáticos que podem até arrastar a narrativa, mas que exercem funções muito claras ao lidar com os vários temas e letras introduzidos pela saga ao longo de mais de uma década.











