Segundo a Netflix, cada temporada da série acumulou mais de 10 milhões de visualizações e entrou para o Top 10 do streaming em dezenas de países 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Joe Locke e Kit Connor em 'Heartstopper Para Sempre' (2026) — Foto: Divulgação RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você A autora Alice Oseman buscou uma estética cinematográfica e um tom mais maduro para o filme "Heartstopper Forever", que encerra a trajetória dos protagonistas Nick e Charlie diante dos desafios da vida adulta. O ator Joe Locke destacou o orgulho de a produção manter sua essência de "representação positiva da vivência queer e das pessoas queer", mesmo diante de mudanças no cenário político mundial. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Para o capítulo final de "Heartstopper", que estreia nesta sexta-feira (17), Alice Oseman quis adotar uma estética cinematográfica. Ao longo de três temporadas na TV, a série sobre amadurecimento acompanhou o artístico Charlie (Joe Locke) e o esportista Nick (Kit Connor), que se apaixonam em meio ao cotidiano de uma escola britânica. Oseman, autora dos quadrinhos que inspiraram a série, queria que o filme "Heartstopper Forever" tivesse um tom "um pouco mais elevado e maduro", disse ela em uma entrevista recente em vídeo, "o que condiz com o fato de que esses personagens já são quase adultos". Assim como a série, o filme incorpora os desenhos feitos à mão característicos das novelas gráficas de Oseman. Corações, estrelas e folhas surgem na tela para demonstrar a intensidade dos sentimentos de Nick e Charlie. Joe Locke e Kit Connor em "Heartstopper" (2022) — Foto: Divulgação No entanto, "Heartstopper Forever" também apresenta uma escala maior. Um exemplo é a tomada aberta que acompanha os garotos correndo por um píer ao pôr do sol, culminando em um beijo apaixonado diante das luzes cintilantes do porto. A trajetória emocional dos dois no filme, dirigido por Wash Westmoreland ("Para Sempre Alice", "Colette"), também é mais madura. Um aspecto fundamental de “Heartstopper” sempre foi a forma como Nick e Charlie “tornam um ao outro mais fortes e confiantes”, disse Oseman. A dupla precisa recorrer a esse apoio em “Heartstopper Forever” enquanto lida com questões de saúde mental e desafios cada vez mais típicos da vida adulta. À medida que chega ao fim o tempo da escola, Nick se prepara para a universidade, e Charlie faz campanha para ser o representante de sua turma. Eles também tem mais relações sexuais do que nas temporadas anteriores. Joe Locke e Kit Connor em "Heartstopper Para Sempre" (2026) — Foto: Divulgação Locke disse que grande parte da trama girava em torno de os dois personagens “descobrirem como, em vez de formarem um único círculo completo juntos, eles podem ser como um diagrama de Venn, com seus próprios interesses em suas vidas separadas, mas também se encaixarem”. A doçura do relacionamento do casal ajudou “Heartstopper” a se tornar um fenômeno e conquistou para a série (e para as "graphic novels" originais) uma base de fãs leal ao longo dos anos. Cada temporada de “Heartstopper” acumulou mais de 10 milhões de visualizações e entrou para o Top 10 da Netflix em dezenas de países, segundo dados da própria plataforma. Ao longo dos últimos anos, o elenco cresceu junto com os personagens. Locke tinha 17 anos quando foi escalado e disse em uma entrevista recente que a série “mudou minha vida praticamente em todos os sentidos”. Embora não esperasse conseguir uma carreira como ator antes da série, ele já estrelou a produção da Marvel “Agatha desde sempre” e tem vários filmes previstos para estrear em breve. Joe Locke em "Agatha Desde Sempre" (2024) — Foto: Divulgação Sobre as primeiras temporadas, Locke disse: “Eu praticamente interpretava uma versão de mim mesmo”. No entanto, à medida que tanto o personagem quanto o ator amadureceram, Locke deixou de ver Charlie como “uma extensão tão grande de mim mesmo. Parecemos mais irmãos que crescem e seguem caminhos diferentes”, disse ele. Quando “Heartstopper” estreou, em abril de 2022, as tramas envolvendo personagens adolescentes LGBTQ+ em séries populares como “Euphoria” frequentemente focavam em sexo arriscado e comportamentos chocantes. Muitas histórias de amor queer contadas nas telas terminavam em tragédia. "Heartstopper Para Sempre"(2026) estreia nesta sexta-feira na Netflix — Foto: Divulgação Mas a carreira de Oseman começou na ficção para jovens adultos, onde, “mesmo naquela época, havia uma grande variedade de histórias queer positivas, felizes e inspiradoras”, disse a autora. Ela contou ter ficado surpresa quando o público elogiou a primeira temporada de “Heartstopper” por “fazer algo bem diferente do que havia na época” nas telas. Hoje, com a enorme popularidade de outras histórias de amor queer com finais mais felizes (incluindo “Rivalidade ardente”), “é bom ver o romance vivendo um momento de destaque”, disse Oseman. “Talvez seja isso que as pessoas queiram agora”, acrescentou ela, “numa época em que o mundo está tão terrível”. Oseman ressaltou que, tanto na Grã-Bretanha quanto nos Estados Unidos, decisões judiciais restringiram o acesso de pessoas transgênero a banheiros, cuidados médicos e esportes. No entanto, o grupo de amigos de “Heartstopper” sempre representou um caleidoscópio de identidades de gênero e orientações sexuais. Locke disse sentir “um orgulho imenso de que, embora o cenário político mundial tenha mudado desde o início da série, ela não tenha mudado junto com isso, mantendo sua essência”, que ele descreveu como uma “representação positiva da vivência queer e das pessoas queer”. Elenco de "Heartstopper Para Sempre" (2026) — Foto: Divulgação Oseman passou uma década contando as histórias desses personagens com crescente profundidade, e disse que foi "surreal" encerrar "Heartstopper" tanto na tela quanto nos quadrinhos. (O sexto e último volume da graphic novel foi lançado este mês.) "Sei que provavelmente nenhum dos meus trabalhos alcançará esse nível de sucesso novamente", disse ela, "e é muito estranho encarar isso, mas também é libertador, de certa forma." Quanto a Nick e Charlie, os leitores terão que imaginar os marcos do relacionamento deles na vida adulta, disse a escritora, incluindo um possível casamento ou a adoção de um cachorro juntos. Mas Oseman os vê juntos durante a faculdade e além: "No fim das contas, esta é uma história de romance, e queremos que eles tenham seu final feliz."
Em capítulo final, 'Heartstopper' cresce com tom mais maduro, mas sem perder a ternura
Segundo a Netflix, cada temporada da série acumulou mais de 10 milhões de visualizações e entrou para o Top 10 do streaming em dezenas de países











