PUBLICIDADE Abelardo de la Espriella, que assume em agosto, confirmou que vai retirar o apoio do país ao processo movido contra o Estado israelense na Corte Internacional de Justiça 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella — Foto: Schneyder MENDOZA / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 17:07 Colômbia retoma laços com Israel e abre embaixada em Jerusalém O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou a retomada dos laços com Israel, rompidos sob Gustavo Petro, e a abertura de uma embaixada em Jerusalém, marcando uma guinada diplomática. De Espriella, de extrema direita, busca fortalecer relações com Israel e EUA. A decisão inclui troca de embaixadores e isenção de vistos, revertendo a política de Petro, que havia rompido relações devido ao conflito em Gaza. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente eleito da Colômbia, Abelardo de la Espriella, anunciou nesta quinta-feira que retomará os laços com Israel, rompidos durante o mandato do atual chefe de Estado, Gustavo Petro, e que abrirá uma embaixada em Jerusalém. De acordo com o político de extrema direita, eleito no mês passado, seu governo irá privilegiar os laços com os israelenses e também com os Estados Unidos, em uma guinada na diplomacia local. Em comunicado, a assessoria do presidente eleito afirmou que um acordo foi firmado pelo seu indicado a chanceler, Omar Bula Escobar, e o ministro das Relações Exteriores de Israel, Gideon Saar, que inclui “inclui a troca imediata de embaixadores, a eliminação recíproca de vistos e avanços rumo à abertura da Embaixada da Colômbia em Jerusalém”. O texto menciona a cidade como a “capital de Israel”, denominação que até pouco tempo era um tabu diplomático, mas que foi adotada por mais países com governos à direita após a decisão, em 2018, do presidente americano, Donald Trump, de abrir uma embaixada ali. Jerusalém também é reivindicada como a capital de um futuro Estado palestino. Em 2024, em meio às críticas à guerra em Gaza, Petro anunciou o rompimento das relações com Israel e o apoio formal ao processo movido pela África do Sul, no âmbito da Corte Internacional de Justiça, que acusa o Estado israelense de cometer genocídio no territorio palestino. No ano seguinte, Petro determinou a expulsão dos diplomatas israelenses ainda em território colombiano fossem expulsos e a suspensão do tratado de livre comércio entre os países, decisão ligada à prisão de ativistas de uma flotilha que seguia para Gaza. O comunicado desta quinta-feira afirma ainda que “relação histórica que o governo Petro rompeu unilateralmente será fortalecida mais uma vez”, e conclui dizendo que “a Colômbia recuperará seus aliados, sua credibilidade diplomática e seu lugar como um parceiro confiável no mundo”. Em suas redes sociais, Saar, que se encontrou com Bula Escobar em Washington, às margens de uma reunião com chanceleres de Argentina, Paraguai e Bolívia — aliados de Israel na região — confirmou o retorno dos embaixadores e afirmou que “a Colômbia foi um dos maiores amigos de Israel, e essa amizade em breve será mais forte do que nunca.” Representante da chamada “Onda Azul” de líderes de direita e extrema direita eleitos na América Latina nos últimos anos, De Espriella surpreendeu o meio político colombiano ao vencer, em junho, ao vencer o candidato de Petro, Iván Cepeda, por vantagem de cerca de 1 ponto percentual. Apresentado como um “outsider” da política, ele apostou em um discurso de enfrentamento contra a violência e disse se espelhar em lideranças como Trump, Javier Milei na Argentina e Nayib Bukele em El Salvador. No início da semana, ele entrou em choque com Petro ao exigir que sua posse ocorra em uma base militar, e não no Congresso, como manda a legislação. O pedido foi barrado, e De Espriella pediu que os novos parlamentares, que assumem na semana que vem, autorizem a troca. No entanto, não há qualquer garantia de sucesso, uma vez que seu grupo político será minoritário na próxima legislatura.
Presidente eleito da Colômbia anuncia retomada de laços com Israel e abertura de embaixada em Jerusalém
Abelardo de la Espriella, que assume em agosto, confirmou que vai retirar o apoio do país ao processo movido contra o Estado israelense na Corte Internacional de Justiça












