O governo de Donald Trump anunciou uma nova tarifa, de 25%, sobre produtos brasileiros exportados para os Estados Unidos. A taxação, de acordo com o Escritório do Representante dos EUA (USTR), é uma punição por práticas comerciais consideradas desleais pelo governo americano. A entrada em vigor da cobrança está programada para a próxima quarta-feira, 22. A publicação do USTR detalhando a medida, porém, trouxe uma lista de itens isentos da tarifa, incluindo itens como carne bovina, café, suco de laranja e petróleo. Governo de Trump acusa o Brasil de práticas desleais de comércio Foto: Saul Loeb/AFPO governo Lula repudiou a medida. Em nota, afirmou que “iniciará imediatamente os trâmites para acionar os instrumentos previstos na Lei de Reciprocidade” e “retomará o tema no âmbito do mecanismo de solução de controvérsias da Organização Mundial do Comércio (OMC)”.Veja os desdobramentos da medida americana.Acompanhe ao vivo22h4216/07/2026Encerramos aqui a cobertura ao vivo do novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Continue acompanhando o noticiário, com os desdobramentos da medida, na editoria de Economia do Estadão. 18h0916/07/2026O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic), Márcio Elias Rosa, afirmou nesta quinta-feira, 16, que a nova tarifa anunciada pelos Estados Unidos deverá atingir cerca de 18% das exportações brasileiras destinadas ao mercado norte-americano – considerando os embarques registrados em 2024, o equivalente a US$ 7,4 bilhões. Publicidade17h0316/07/2026O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou nesta quinta-feira, 16, que o tarifaço de 25% imposto pelos Estados Unidos sobre os produtos brasileiros é uma medida “injusta e descabida” e que partem de bases equivocadas sobre o Pix e o desmatamento no País. Ele afirmou que, no momento adequado, o governo saberá como implementar a lei da reciprocidade. 16h3816/07/2026EUA colocam novas tarifas sobre o BrasilTarifaço ganha tom político e tem minado comércio entre os dois países. Cerca de 25% da pauta exportadora brasileira para os Estados Unidos está sujeita à nova tarifa imposta pelo governo norte-americano, de acordo com um estudo realizado pela consultoria MB Associados. Com base no total exportado para os EUA no ano passado, o valor das exportações que pode ser afetado chega a US$ 9,51 bilhões – ou 25,2% do que foi vendido para aquele país. Veja os números.16h1116/07/2026Com mais uma tarifa aplicada pelos EUA sobre o Brasil, afinal quantas estão em vigor? Logo nas primeiras semanas do atual mandato de Donald Trump, com o aumento do custo para exportar aço e alumínio para os Estados Unidos, começou uma sucessão de taxações com alvos, porcentuais e revisões difíceis de acompanhar, mesmo para os operadores do comércio exterior. Para facilitar essa tarefa, o Estadão organizou em um gráfico os anúncios.O 'Dia da Libertação', em 2 de abril de 2025, foi a vitrine da política comercial de Trump, mas sua base seria derrubada menos de um ano depois Foto: Daniel Torok/Casa BrancaPublicidade14h4916/07/2026O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quinta-feira, 16, que os Estados Unidos aplicaram tarifas de 25% sobre produtos brasileiros porque o Brasil não se curvou a investidas do presidente Donald Trump.Segundo ele, não há justificativa para a medida, que classificou como “inaceitável” e “ofensiva”. Vieira disse que foram feitos 11 contatos sobre o tema com Jamieson Greer, representante comercial dos Estados Unidos, e Marco Rubio, secretário de Estado.O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira Foto: Wilton Junior/Estadão“As políticas e práticas brasileiras investigadas são legítimas e não prejudicam o Brasil”, afirmou o ministro. Segundo ele, não é sério falar em competição desleal causada pelo Pix.Ele também afirmou que as falas de Rubio sobre Lula foram ataques “grosseiros” e “arrogantes”. Na quarta-feira, o secretário de Estado publicou nas redes sociais que as políticas econômicas de Lula são “ruins para os americanos e para os brasileiros”. “No último ano, Lula colocou seu próprio ego à frente de fazer um acordo pelo bem-estar do povo brasileiro, e essas tarifas são o preço por isso”, afirmou.14h0616/07/2026A Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit) manifestou, em nota, preocupação com a decisão do governo dos Estados Unidos de aplicar novas tarifas sobre produtos brasileiros e defendeu que eventuais divergências comerciais sejam solucionadas por meio do diálogo institucional e dos mecanismos previstos no sistema internacional de comércio.Em nota, a Abit afirmou que medidas dessa natureza ampliam a insegurança no comércio internacional, reduzem a competitividade das empresas e podem afetar investimentos, produção, emprego e a integração das cadeias produtivas. A entidade ressaltou que Brasil e Estados Unidos mantêm uma relação comercial construída ao longo de décadas, marcada pelo diálogo e pela complementaridade entre diversos setores.13h5716/07/2026O que chamou atenção nesse anúncio das tarifas não foi a alíquota de 25%. Foi uma das justificativas usadas pelo governo americano para aplicar a taxação: o Pix. O mecanismo de pagamento instantâneo foi bom para o consumidor brasileiro, bom para o empreendedor brasileiro, bom para a economia brasileira. E virou argumento para tarifa americana, porque foi bom demais para os brasileiros e ruim para as fintechs americanas que queriam esse mercado.Pix foi apontado como prática comercial desleal porque desfavorece empresas americanas de tecnologia financeira que querem operar no Brasil Foto: Rafael Henrique/Adobe StockEsse é o ambiente em que o empresário brasileiro vai operar nos próximos anos. Não é previsível. Não é justo. E não vai melhorar por causa de boas intenções. Então, o que faz o empreendedor inteligente agora? Leia na coluna de Camila Farani.Publicidade13h1916/07/2026Apesar das tentativas de negociação, o governo dos EUA manteve a tarifa em 25% sobre as exportações brasileiras. A justificativa jurídica foi calibrada para tentar sobreviver a futuras ações judiciais, mas é difícil explicar como uma tarifa sobre calçados ou manufaturados corrige supostos problemas relacionados ao Pix ou a decisões judiciais brasileiras. A medida não foi desenhada por lógica jurídica, e sim para criar pressão comercial, escreve Welber Barral.Não haverá colapso de exportações nem tragédia no índice de emprego. O Brasil continuará exportando commodities para o mundo, e a balança comercial deste ano deve fechar com saldo elevado, empurrada pelos preços internacionais. Mas haverá preocupações concentradas em segmentos e regiões específicas. Os maiores riscos recaem sobre manufaturados dedicados ao mercado norte-americano: calçados, móveis, têxteis, partes, peças, equipamentos e bens de consumo. Leia a coluna na íntegra clicando aqui.
Tarifaço de Trump: EUA confirmam taxa de 25% sobre produtos brasileiros
EUA confirmam aplicação de tarifa de 25% sobre produtos brasileiros por práticas comerciais consideradas desleais; governo Lula repudia medida e fala em ir à OMC











