Cantora protagonizou, em 2006, o espetáculo 'Um homem chamado Lee', encarnando fã que toma o lugar de Rita Lee após sequestrá-la 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 A cantora Preta Gil, em 2006, caracterizada como a protagonista do musical 'Um homem chamado Lee' — Foto: Fernando Torquatto Pouca gente lembra. Mas Preta Gil já esteve nos palcos como... atriz. Há exatamente duas décadas, a artista — cuja morte, aos 50 anos, completará um ano na próxima segunda-feira (20) — topou a empreitada de estrelar um musical sobre uma travesti que sequestrava Rita Lee, por quem cultivava idolatria, para tomar o lugar da paulista. O trabalho, à época, acabou aproximando a filha de Gilberto Gil e o público LGBTQIAP+. E, naquele mesmo ano, Preta se apresentou num trio elétrico, pela primeira vez, durante a Parada Gay de Salvador, como madrinha do evento. O fato curioso foi relembrado por Horácio Brandão, amigo e ex-assessor da cantora, que compartilhou fotos da época por meio das redes sociais. "Estamos falando de uma era onde não se falava em 'drag' e onde a cultura gay não era mainstream. Foi, sem dúvida, um projeto corajoso", rememorou Horácio, em publicação no Instagram. Relembre a trajetória de Preta Gil 1 de 19 Preta Gil quando ainda era criança — Foto: Reprodução / Instagram 2 de 19 Gilberto e Preta Gil em 1976 — Foto: Chico Nelson X de 19 Publicidade 19 fotos 3 de 19 Em foto publicada no livro "Preta Gil: Os primeiros 50", ela aparece com a mãe, Sandra Gadelha, a irmã, Maria, e o irmão, Pedro, que morreu em 1990 — Foto: Arquivo pessoal 4 de 19 Foto antiga de Preta Gil com sua irmã Bela Gil — Foto: Reprodução / Instagram X de 19 Publicidade 5 de 19 Preta Gil com o filho Francisco ainda pequeno — Foto: Reprodução / Instagram 6 de 19 Gilberto, Preta e Francisco Gil — Foto: Arquivo Pessoal X de 19 Publicidade 7 de 19 Preta Gil como Rainha de Bateria da Mangueira em 2007 — Foto: Reprodução 8 de 19 Casamento de Preta Gil com Rodrigo Godoy — Foto: Reprodução X de 19 Publicidade 9 de 19 Durante a pandemia do Coronavírus, Preta Gil passou 14 dias de sufoco, isolada, lutando contra o covid. Após se curar do covid, a cantora postou essa foto ao lado do marido, Rodrigo Godoy, e do pet de estimação comemorando: "finalmente podemos ficar assim grudadinhos outra vez". — Foto: Reprodução / Instagram — Foto: Reprodução / Instagram 10 de 19 Preta Gil com a mãe Sandra Gadelha — Foto: Reprodução / Instagram X de 19 Publicidade 11 de 19 Em meio ao tratamento contra o câncer do intestino, Preta Gil enfrentou o palco e cantou ao lado de Ivete Sangalo, na Micareta São Paulo, no Anhembi, ontem. Cheia de cuidados, a cantora chegou ao evento com máscara de proteção e evitou conversar com as pessoas. Dois dias antes, Preta anunciou a última sessão de radioterapia, procedimento a que se submeteu desde que descobriu a doença, em janeiro deste ano. — Foto: Reprodução 12 de 19 A atriz Preta Gil está internada, em recuperação do tratamento de um câncer — Foto: Reprodução/Instagram X de 19 Publicidade 13 de 19 Após receber alta do Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, Preta Gil foi recebida em seu apartamento na capital paulista por familiares, como o pai Gilberto Gil, e amigos — Foto: Reprodução / Instagram 14 de 19 Preta e Gilberto Gil — Foto: Instagram X de 19 Publicidade 15 de 19 'Preta Gil: Os primeiros 50' — Foto: Divulgação 16 de 19 Preta Gil com a bolsa de ileostomia — Foto: Arquivo pessoal X de 19 Publicidade 17 de 19 Preta Gil cercada pela família após cirurgia de 20 horas — Foto: Reprodução Instagram 18 de 19 Preta Gil com o filho, Francisco, ainda no hospital — Foto: Reprodução/Instagram X de 19 Publicidade 19 de 19 Depois de retomar o tratamento contra o câncer, Preta Gil segue com sua rotina de exercícios em casa com a ajuda de uma profissional. — Foto: Reprodução / Instagram Conheça a carreira da cantora, atriz, apresentadora e empresária brasileira Montagem com linguagem inspirada nas produções off-Broadway, "Um homem chamado Lee" seguia os passos de Ivanildo, mulher trans que sequestrou Rita Lee, mantendo-a num cativeiro — um banheiro abandonado de uma estação de metrô. O objetivo? Linda Lee, nome da personagem, buscava tomar o lugar da cantora e se transformar numa estrela do rock nacional. À época, o fato de uma mulher cisgênero interpretar uma personagem transgênero não levantou qualquer discussão. Em entrevistas para divulgar a peça, Preta costumava dizer que tomava os amigos trans como referência. "Tenho muitos amigos travestis. Me inspirei neles, mas também em mim. Já nasci um travesti. Sou uma mulher veada", comentou, em entrevista ao jornal "Extra", em 2006. A cantora Preta Gil, em 2006, caracterizada como a protagonista do musical 'Um homem chamado Lee' — Foto: Fernando Torquatto "Ela era corajosa o suficiente para se deixar levar numa trama surreal e se entregou de forma vulnerável e humilde", recorda-se Horácio. "A própria Rita Lee topou se filmar debaixo de uma pia, amordaçada. Gilberto Gil era ministro e foi com Flora Gil assistir àquela inusitada montagem", acrescentou o amigo e ex-assessor da cantora. E mais. "Para sustentar a 'narrativa', a convenci a ser jurada do Miss Brasil Gay em Juiz de Fora e também a aceitar ser madrinha da Parada Gay de Salvador. Foi aí que Preta cantou em cima de um trio pela primeira vez para um público da diversidade. Ela se viu naquele lugar que, somente cinco anos depois, viraria o Bloco da Preta. Tenho orgulho dessa história", completou Horácio.
Amigo de Preta Gil relembra estreia da cantora em musical como travesti: 'Era tudo pura provocação'
Cantora protagonizou, em 2006, o espetáculo 'Um homem chamado Lee', encarnando fã que toma o lugar de Rita Lee após sequestrá-la
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