Caso ampliou o debate sobre brechas na Lei de Autodeterminação, o que opositores apontam como uma tentativa de explorar essa legislação 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Marla-Svenja Liebich, uma extremista de extrema-direita e neonazista alemã condenada, anteriormente conhecida como Sven Liebich, é escoltada pelo serviço penitenciário checo até o Tribunal Regional em 18 de maio de 2026 — Foto: MICHAL CIZEK / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 16/07/2026 - 07:11 Transferência de Ativista Trans para Prisão Masculina Gera Debate na Alemanha A ativista de extrema-direita Marla-Svenja Liebich foi transferida para uma prisão masculina na Alemanha, apesar da mudança legal de gênero para feminino. A decisão, apoiada pela ministra da Justiça da Saxônia, visou evitar uma "encenação" e garantir a segurança das detentas. O caso reacendeu o debate sobre a Lei de Autodeterminação, com o governo planejando revisar a norma. Liebich, condenada por incitação ao ódio racial, foi extraditada da República Tcheca. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A ativista alemã de extrema direita Marla-Svenja Liebich, de 55 anos, foi transferida, nesta quinta-feira, para uma prisão masculina após ser extraditada da República Tcheca para a Alemanha. Liebich, que fez a transição de gênero no fim de 2024, havia sido encaminhada inicialmente para um presídio feminino em Chemnitz, no estado da Saxônia, mas a administração penitenciária decidiu, no mesmo dia, que ela cumprirá a pena em uma unidade masculina. O caso ampliou o debate sobre brechas na Lei de Autodeterminação, que entrou em vigor na Alemanha em novembro de 2024. Foi graças a essa legislação que Liebich registrou a transição de gênero, o que foi apontado por opositores como uma tentativa de explorar a lei. Segundo o Ministério da Justiça da Saxônia, a decisão foi tomada por especialistas em conjunto com a administração penitenciária, sem participação direta da ministra da Justiça. Em comunicado, a ministra Constanze Geiert elogiou a medida. — Truques, enganos e jogos nunca prevalecem dentro do Estado de direito. Felizmente, o estabelecimento prisional agiu rapidamente para esclarecer a situação e se recusou a participar de encenações — afirmou. Ela acrescentou que a decisão priorizou "a segurança das mulheres no sistema penitenciário de Chemnitz". Lei de autodeterminação Figura conhecida do movimento extremista de direita no leste da Alemanha, Liebich foi condenada em 2023, quando ainda era legalmente reconhecida como homem, a um ano e meio de prisão por crimes como incitação ao ódio racial, difamação, insulto e invasão de propriedade. Após a entrada em vigor da Lei de Autodeterminação, em novembro de 2024, ela registrou oficialmente o gênero feminino, mudança que provocou críticas e foi apontada por opositores como uma tentativa de explorar a legislação. Liebich deveria ter se apresentado a uma prisão feminina em agosto de 2025, mas desapareceu e passou a ser considerada foragida. Ela foi presa no oeste da República Tcheca no início de abril deste ano, em cumprimento a um mandado de prisão europeu, e os tribunais tchecos rejeitaram seus recursos contra a extradição. Durante uma audiência realizada em maio, afirmou que temia retornar à Alemanha por receio de ser enviada a uma prisão masculina. O caso ampliou o debate sobre possíveis brechas na Lei de Autodeterminação. O governo do chanceler Friedrich Merz já anunciou que pretende revisar a norma, mas ainda não apresentou mudanças. Integrante do partido conservador CDU, a ministra Constanze Geiert defendeu que as reformas sejam implementadas "rapidamente".