Para jornalistas americanos, a Copa do Mundo pode ajudar a fazer a Major League Soccer decolar 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Capa da edição esportiva do jornal Tha Wall Street Journal — Foto: Reprodução/Andre Carrillo/The Wall Street Journal RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 20:30 Indústria Esportiva em Destaque: Impactos da Copa nos EUA e Desafios da MLS A coluna do WSJ destaca a indústria esportiva, com foco limitado na Copa do Mundo, que ocorre nos EUA. A MLS pode ganhar impulso com o evento. A reportagem aborda as dificuldades dos torcedores com custos e horários dos jogos, enquanto discute inovações tecnológicas que prometem experiências imersivas. O VAR é criticado, refletindo debates sobre tecnologia no esporte. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Na última edição desta coluna, devo um agradecimento especial a Alfred Bilyk. Muitas das reportagens que trouxe para este espaço me foram encaminhadas por ele, com quem mantenho há algum tempo uma correspondência por e-mail — tecnologia que, com o surgimento de tantas outras, já parece tão antiga quanto cartas escritas com caneta e papel e enviadas pelo correio, mas funciona igualmente bem. Entre outros veículos, Alfred é assinante do Wall Street Journal, talvez o mais influente jornal de economia e negócios do mundo. Ontem, o WSJ, como é conhecido, publicou um caderno especial sobre a indústria do esporte. E o que mais chama a atenção é o pouco ou nenhum destaque para a Copa do Mundo de futebol da bola redonda, que ainda está sendo disputada nos Estados Unidos. O “Journal report business of sports” tem na primeira de suas dez páginas de texto a provocativa manchete “Por que a era de ouro dos esportes está levando os torcedores à loucura”. A reportagem de Paul Fahri começa contando a história de Mark Loftus, um corretor de imóveis de 69 anos que passou a precisar de cinco canais de TV a cabo e cinco serviços de streaming para acompanhar a temporada de seu time de beisebol, o famoso New York Yankees. Ele reclama do preço (o New York Times calculou que a média é de quase US$ 5 mil, um aumento de 262% em 20 anos) e da variedade de horários, mas segue fiel — diferentemente de outros entrevistados, que reduziram o número de jogos ou simplesmente pararam de assistir. O texto de Fahri conclui que o novo modelo é lucrativo para times e ligas, mas prejudicial a gente comum como Loftus. Mas nem tudo é tratado como desvantagem para quem fica em casa. James S. Hirsch escreve que “Em 20 anos, você não vai apenas assistir a esportes — vai entrar neles”. Em seu artigo, ele enumera inovações tecnológicas já em andamento, como a instalação de milhares de câmeras, em vez das dezenas que estão sendo usadas nos jogos da Copa, para transmissões em que o telespectador poderá escolher o que quer ver (um recurso ampliado por chips que jogadores e árbitros passariam a carregar no uniforme). E a tela da TV não será mais passiva, com o uso de gadgets como os óculos 3D associados à inteligência artificial e à linguagem dos games para criar um conceito de realidade expandida. Segundo o autor, vai ser possível abraçar Messi depois de um gol. Confesso que fiquei um pouco tonto com a leitura. Quem ainda fizer questão de ver um jogo ao vivo terá muito mais chances de ir a um estádio coberto (como o de Atlanta, que recebeu Inglaterra e Argentina ontem), outro tema do caderno. E para não dizer que a Copa do Mundo foi completamente deixada de lado, Kelly Whiteside e Glenn Ruffenach a citam como um dos fatores que podem fazer a Major League Soccer decolar. E não seria justo acusar os jornais estadunidenses, no geral, de terem ignorado o evento. O próprio WSJ tem dois repórteres que se dedicam ao nosso futebol, Joshua Robinson e Johathan Clegg. E um de seus colunistas, Jason Gay, tratou recentemente de um tema que agita o esporte mais popular do resto do mundo: o VAR. “O sistema de replay da Copa do Mundo é um estraga-prazeres e tem de acabar”, escreveu Gay, revoltado com a anulação de um gol do egípcio Zico contra a Argentina. Ele estende a crítica às modalidades favoritas de seus conterrâneos (cita NFL e NBA, que também usam o vídeo para rever decisões da arbitragem): “É como reality shows, lixo de IA e mídias sociais. Estamos muito viciados para dizer ‘basta’.” Só por essa pérola, já vale o meu muito obrigado ao Alfred.