Sismólogo Youlin Chen, de 54 anos, está detido há mais de um ano 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sismólogo americano Youlin Chen, de 54 anos, preso na China desde novembro de 2024 sob acusação de espionagem — Foto: Reprodução / James Foley Foundation RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 19:59 Prisão de sismólogo americano na China intensifica tensões EUA-China O sismólogo americano Youlin Chen, de 54 anos, está preso na China desde novembro de 2024, acusado de espionagem. Especialista em detectar testes nucleares, Chen é considerado vítima de detenção arbitrária pelos EUA. Nascido na China e naturalizado americano, ele foi detido em Pequim após ministrar palestras. A prisão agrava as tensões entre Washington e Pequim, com acusações de violação ao CTBT. Chen enfrenta condições severas de saúde na detenção. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O sismólogo americano Youlin Chen, de 54 anos, está preso na China desde novembro de 2024 e responde a acusações de espionagem, em um caso que se tornou mais um foco de tensão nas relações entre Washington e Pequim. Nascido na China e naturalizado americano em 2011, Chen foi formalmente acusado em maio de 2025, mas ainda não foi julgado. O governo dos Estados Unidos o classificou, em março deste ano, como vítima de detenção arbitrária, tornando sua libertação uma prioridade diplomática. Morador de Boston, no estado de Massachusetts, Chen foi detido em 5 de novembro de 2024 no Aeroporto Internacional de Pequim, quando se preparava para embarcar de volta aos Estados Unidos após visitar familiares e ministrar palestras em duas universidades chinesas, segundo sua esposa, Yufang Rong, e a organização Global Reach, ouvidas pela Reuters. A prisão ocorreu em um momento em que os governos dos Estados Unidos e da China buscam estabilizar as relações bilaterais após a guerra comercial do ano passado. Segundo a família do cientista e a Global Reach, o presidente Donald Trump pediu pessoalmente ao presidente chinês, Xi Jinping, que libertasse Chen durante uma visita de Estado a Pequim, em maio. De acordo com o relato, Xi prometeu analisar o caso, mas até agora nenhuma medida foi adotada. Especialista em sismologia, Chen dedica sua carreira ao desenvolvimento de métodos para detectar testes nucleares subterrâneos por meio da análise de dados sísmicos. Grande parte de suas pesquisas concentra-se na identificação das assinaturas sísmicas produzidas pelos testes nucleares realizados pela Coreia do Norte. Seus estudos receberam financiamento do Departamento de Estado dos EUA e do Laboratório de Pesquisa da Força Aérea americana. Entre seus trabalhos está um estudo publicado em dezembro de 2020 que utilizou dados sísmicos coletados em diversos países asiáticos, incluindo informações registradas por estações localizadas na China, para aperfeiçoar técnicas de monitoramento de testes nucleares e de estimativa da potência das explosões. Outro estudo, publicado em 2024, aprofundou essas pesquisas e, segundo a Global Reach, "reforça ainda mais a expertise de Chen no monitoramento sísmico e na detecção de testes nucleares subterrâneos", destacou a CNN. Segundo o grupo, a suspeita é de que a prisão de Chen pode estar relacionada à crescente capacidade nuclear da China, que teria realizado testes subterrâneos em violação ao Tratado de Proibição Completa de Testes Nucleares (CTBT), hipótese negada por Pequim. Segundo a Global Reach, o conhecimento do pesquisador sobre métodos de detecção sísmica daria ao governo chinês "a oportunidade de aprender o máximo possível sobre as metodologias americanas de detecção sísmica para que possa estabelecer contramedidas que lhe permitam contornar o tratado". Tanto Estados Unidos quanto China assinaram o CTBT, mas nenhum dos dois países o ratificou. A esposa do cientista afirma que Chen jamais trabalhou com informações classificadas pelo governo americano. "Youlin nunca teve credenciamento de segurança do governo dos EUA, e sugerir que ele esteve envolvido em espionagem é algo incorreto e incompatível com a natureza pública e colaborativa do trabalho que ele realizou", disse Yufang Rong em um comunicado divulgado pela Global Reach à CNN. Ela acrescentou que o marido "trabalha de forma transparente com colegas chineses em colaboração científica" e que "ele está realizando justamente o tipo de interação entre pessoas que o governo chinês diz querer". Em entrevista à Reuters, ela disse que autoridades da embaixada dos EUA visitaram o sismólogo várias vezes, no entanto, sempre com representantes chineses presentes, impedindo conversas reservadas. Novo Air Force One: conheça por dentro o superavião que Trump recebeu de presente do Catar 1 de 7 Suíte principal do Boeing 747-8 presenteado pelo Catar conta com cama king-size e decoração de alto padrão, projetada originalmente para acomodar membros da família real — Foto: Reprodução 2 de 7 Banheiro da aeronave exibe acabamento sofisticado e amplo espaço interno, um dos diferenciais do jato de luxo que poderá se tornar o novo Air Force One — Foto: Reprodução X de 7 Publicidade 7 fotos 3 de 7 Chuveiro com metais dourados integra uma das áreas privativas do avião, concebido para oferecer conforto em viagens de longa distância — Foto: Reprodução 4 de 7 Sofás e mesa de centro compõem uma das salas de convivência do jato, pensada para reuniões e momentos de descanso durante o voo — Foto: Reprodução X de 7 Publicidade 5 de 7 Lounge principal reúne poltronas de couro, mesas e iluminação indireta em um ambiente semelhante ao de um hotel de luxo — Foto: Reprodução 6 de 7 Escadaria liga os dois andares da aeronave, que possui espaços exclusivos para áreas sociais, acomodações e serviços de bordo — Foto: Reprodução X de 7 Publicidade 7 de 7 Vista de uma das suítes executivas do avião mostra integração entre quarto, banheiro revestido em mármore e sala de reuniões privativa, reforçando o padrão de luxo do Boeing 747-8 — Foto: Reprodução Novo Air Force One: conheça por dentro o superavião que Trump recebeu de presente do Catar Segundo Rong, autoridades chinesas interrogaram o cientista mais de cem vezes sobre seus estudos relacionados às assinaturas sísmicas de testes nucleares norte-coreanos. Ela afirmou ainda que o advogado contratado pela família, que é chinês e atua no país, só conseguiu encontrá-lo após mais de 13 meses de detenção. A família também demonstra preocupação com o estado de saúde do pesquisador. Yufang Rong disse que não fala com o marido há mais de 600 dias e teme por seu bem-estar. Segundo seu relato, Chen foi submetido, no início da prisão, a condições severas, permaneceu longos períodos sentado em um banco rígido sem poder ler, se exercitar ou ficar de pé, teve dificuldades para receber medicamentos para diabete e outros problemas de saúde e perdeu entre 13,6 kg e 18,1 kg durante a detenção. A James Foley Foundation afirma que o pesquisador também sofre de hipertensão e colesterol elevado. Questionado sobre o caso, o Ministério das Relações Exteriores da China negou que haja uma detenção arbitrária e afirmou que "não existe a chamada detenção injusta" e que as autoridades judiciais do país conduzem os processos "de acordo com a lei". Na China, uma condenação por espionagem pode resultar em prisão perpétua ou até pena de morte nos casos considerados especialmente graves. (Com informações de Reuters, BBC e CNN.)
Saiba quem é o cientista americano que estudou testes nucleares da Coreia do Norte e está preso na China sob acusação de espionagem
Sismólogo Youlin Chen, de 54 anos, está detido há mais de um ano










