Criação do MIT é à prova d'água e imita movimentos necessários dos animais dessa espécie; estudo foi publicado na revista Science 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Modelo criado por uma equipe de pesquisadores do MIT passa por testes de resistência ao vento; inspirados pelas proezas físicas de pássaros mergulhadores, os pesquisadores criaram um robô capaz de mergulhar na água e voltar a bater as asas — Foto: Raphael Zufferey via The New York Times RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 12:48 Robô inspirado no papagaio-do-mar monitora ecossistemas marinhos Pesquisadores do MIT desenvolveram um robô inspirado no papagaio-do-mar, capaz de voar e mergulhar, para monitorar ecossistemas marinhos. O robô, à prova d'água, imita movimentos de aves mergulhadoras e pode coletar dados sem necessidade de embarcações. O projeto, descrito na revista Science, utiliza fibra de carbono e componentes eletrônicos, e pretende explorar áreas marinhas inacessíveis a veículos maiores. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Com um bater de asas, algo semelhante a um pássaro mergulha na água, nada por alguns instantes e volta a planar para o céu. Mas não é um pássaro, é um robô. E os pesquisadores que o criaram acreditam que ele poderá ser de grande ajuda no estudo dos habitats oceânicos. Durante anos, os cientistas esperaram imitar os movimentos de aves mergulhadoras, como os papagaios-do-mar, para criar máquinas capazes de entrar e sair da água silenciosamente. Esses robôs poderiam ajudar os pesquisadores a monitorar ecossistemas marinhos frágeis, sem a necessidade de fretar um navio de pesquisa ou implantar equipamentos subaquáticos. Mas criar um robô tão eficiente na água quanto no ar é um desafio complexo de engenharia. Agora, uma equipe de pesquisadores do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) criou um robô alado à prova d'água com todos os movimentos necessários, de acordo com um estudo publicado na semana passada na revista Science. — Havia uma grande chance de que isso não fosse possível de forma alguma — disse Raphael Zufferey, engenheiro mecânico do MIT e principal autor do estudo. — Assumi esse risco porque acreditava que, se os pássaros conseguiam fazer isso, com uma boa engenharia nós também poderíamos conseguir. Zufferey e seus colegas voltaram-se para as quase 100 espécies de aves que encontram alimento mergulhando na água, incluindo petréis, papagaios-do-mar, martins-pescadores e airo-comum. Eles analisaram dados existentes sobre a velocidade e a amplitude de movimento dessas aves, a frequência com que batem as asas, a profundidade de seus mergulhos e até mesmo o comprimento de suas caudas. — A vantagem de usar pássaros como modelos é que eles executam com sucesso comportamentos que os robôs não conseguem ou não são capazes de executar — disse David Lentink, engenheiro e biólogo da Universidade de Groningen, na Holanda, que não participou do estudo e também cria robôs biomiméticos. Papagaio-do-mar — Foto: Reprodução/Scottish Environment Os pesquisadores então começaram a trabalhar no projeto, usando fibra de carbono, componentes eletrônicos à prova d'água e uma série de outros materiais para construir algo que pudesse voar e mergulhar sem se encharcar. O desafio seguinte era fazer com que a criação saísse da água. Para coletar dados sobre habitats costeiros ou qualidade da água, ela precisava ser capaz de entrar e sair da água. — Descobrir como fazer essa transição foi definitivamente a parte mais difícil — disse Zufferey. — Acho que levamos cerca de um ano para conseguir fazer isso. Após os pesquisadores alterarem o ângulo de voo e otimizarem as proporções do corpo, o robô conseguiu emergir da água com sucesso. Eles vislumbram muitos usos futuros: a coleta de amostras de água perto de florações de algas nocivas ou a gravação em vídeo de mamíferos marinhos ameaçados de extinção. — Com seu tamanho reduzido, o robô de asas batentes pode ser capaz de explorar áreas marinhas menores e mais remotas, inacessíveis para planadores maiores e mais pesados ​​ou veículos subaquáticos não tripulados — disse Cassondra Williams, fisiologista marinha da National Marine Mammal Foundation, que não participou do estudo. Ainda assim, antes que o robô possa explorar o litoral, os pesquisadores veem áreas que precisam ser aprimoradas, como a distância que seu falso papagaio-do-mar consegue voar. Fora do laboratório, estima-se que o robô possa voar até 6,4 quilômetros (4 milhas) com seu motor e materiais atuais. Zufferey espera que o robô eventualmente consiga ir ainda mais longe. — Existem aves que voam do Alasca para a Nova Zelândia em um único voo — disse ele. — Então, há esperança de que possamos melhorar muito isso. Só precisamos de mais pesquisa. Veja os robôs humanoides que ultrapassaram humanos em meia maratona em Pequim 1 de 6 m robô corre na segunda Meia Maratona Beijing E-Town e Meia Maratona Humanoides em Pequim, em 19 de abril de 2026. — Foto: Pedro Pardo / AFP 2 de 6 Um robô corre na segunda Meia Maratona Beijing E-Town e Meia Maratona Humanoides em Pequim — Foto: Pedro Pardo / AFP X de 6 Publicidade 6 fotos 3 de 6 Um robô corre na segunda Meia Maratona Beijing E-Town e Meia Maratona Humanoides em Pequim — Foto: Pedro Pardo / AFP 4 de 6 Um robô corre na segunda Meia Maratona Beijing E-Town e Meia Maratona Humanoides em Pequim — Foto: Pedro Pardo / AFP X de 6 Publicidade 5 de 6 Um robô corre na segunda Meia Maratona Beijing E-Town e Meia Maratona Humanoides em Pequim — Foto: Pedro Pardo / AFP 6 de 6 Um robô corre na segunda Meia Maratona Beijing E-Town e Meia Maratona Humanoides em Pequim — Foto: Pedro Pardo / AFP X de 6 Publicidade Humanos e robôs correram em pistas separadas durante a prova.