F-47 tem primeiro voo previsto para 2028, mas programa que desenvolve a nova geração de propulsores adaptativos só deve concluir fase de protótipos em 2031 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Representação artística do F-47, caça de sexta geração em desenvolvimento para a Força Aérea dos Estados Unidos, cuja campanha de testes deve começar antes da conclusão dos motores adaptativos do programa NGAP — Foto: Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 10:40 "F-47: Caça de Sexta Geração dos EUA Deve Voar em 2028" O caça F-47, futuro projeto de sexta geração dos EUA, deve voar em 2028, mesmo antes da conclusão dos motores adaptativos NGAP, prevista para 2031. O programa NGAD substituirá gradualmente o F-22 Raptor, com a Boeing à frente do projeto. Os motores XA102 e XA103, da GE e Pratt & Whitney, respectivamente, prometem eficiência e maior alcance. A disputa tecnológica com a China impulsiona o desenvolvimento do F-47, que terá maior autonomia e capacidades avançadas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O desenvolvimento do F-47, futuro caça de sexta geração da Força Aérea dos Estados Unidos, deve avançar em um ritmo mais acelerado do que o de um de seus principais componentes: o motor. Embora o primeiro voo da aeronave esteja previsto para 2028, os propulsores de nova geração desenvolvidos pelo programa Next Generation Adaptive Propulsion (NGAP) só devem concluir a fase de protótipos em 2031, segundo documentos orçamentários do governo americano e informações divulgadas por veículos especializados. A diferença entre os cronogramas indica que os primeiros exemplares do F-47 poderão voar com um motor provisório, enquanto a versão definitiva da tecnologia de propulsão ainda estiver em desenvolvimento. A Força Aérea dos EUA não informou qual modelo será utilizado nos voos iniciais, e essa informação permanece sob sigilo. O F-47 é o principal projeto do programa Next Generation Air Dominance (NGAD), criado para substituir gradualmente o F-22 Raptor nas missões de superioridade aérea. Em março de 2025, a Boeing foi escolhida para liderar o desenvolvimento da aeronave em um contrato avaliado em mais de US$ 20 bilhões. Apesar de grande parte das especificações técnicas permanecer classificada, o cronograma oficial continua prevendo o primeiro voo para 2028. Enquanto isso, duas empresas disputam o desenvolvimento do motor definitivo do caça. A GE Aerospace trabalha no modelo XA102, enquanto a Pratt & Whitney desenvolve o XA103. Ambos concluíram recentemente uma etapa de revisão que autoriza o início da fabricação dos primeiros protótipos completos para testes. Ainda assim, a conclusão dessa fase foi adiada para 2031 para ampliar a campanha de avaliações e reduzir riscos antes da integração à aeronave. Os novos motores utilizam a chamada tecnologia de ciclo adaptativo, capaz de alterar seu funcionamento conforme a missão. A proposta é combinar maior empuxo durante operações de combate com economia de combustível em voo de cruzeiro, aumentando o alcance da aeronave. Além disso, eles foram projetados para gerar mais energia elétrica e oferecer maior capacidade de gerenciamento térmico, requisitos considerados essenciais para alimentar radares, sensores, computadores de missão e sistemas de guerra eletrônica cada vez mais sofisticados. A adoção de motores provisórios durante o desenvolvimento de uma aeronave não é inédita na indústria aeroespacial. No caso do F-47, porém, a estratégia chama atenção porque a propulsão faz parte da própria arquitetura do caça de sexta geração, influenciando não apenas o desempenho, mas também o funcionamento de seus sistemas eletrônicos. Isso significa que futuras alterações podem exigir adaptações mais complexas do que em programas anteriores. O projeto ganhou prioridade em meio à corrida tecnológica entre Estados Unidos e China para desenvolver caças de nova geração. Segundo a Força Aérea americana, o F-47 deverá ter raio de combate superior a 1.850 quilômetros, ampliando significativamente a autonomia em comparação com o F-22 e permitindo operações de longo alcance em regiões como o Indo-Pacífico, onde as grandes distâncias representam um dos principais desafios estratégicos. Embora o primeiro voo esteja previsto para daqui a dois anos, pouco se sabe sobre a configuração final da aeronave. O desenho definitivo, os sensores, os sistemas de missão e até mesmo o motor que equipará os primeiros protótipos permanecem sob sigilo. As imagens divulgadas até agora pela Boeing e pelos fabricantes de motores são apenas representações conceituais do programa.
Caça de sexta geração dos EUA deve voar antes que seu motor definitivo fique pronto; veja vídeo
F-47 tem primeiro voo previsto para 2028, mas programa que desenvolve a nova geração de propulsores adaptativos só deve concluir fase de protótipos em 2031









