Além da tradicional colonoscopia, exames de sangue e de fezes podem fazer parte da rotina de rastreio do câncer de intestino, segundo as mais recentes diretrizes da Sociedade Americana do Câncer (ACS), nos Estados Unidos. A atualização, divulgada no último dia 27 de maio, tem como objetivo promover o diagnóstico cada vez mais precoce da doença.
Publicada na revista CA: A Cancer Journal for Clinicians, principal periódico científico da entidade, a recomendação é de que esses procedimentos sejam realizados como rotina entre os 45 anos até os 75.
"A ACS foi pioneira na modificação da faixa etária de início do rastreamento e agora mostra seu pioneirismo de novo ao reforçar o papel de outros testes além da colonoscopia para ajudar no combate a essa doença, que tem um número progressivo de casos globalmente", diz o coloproctologista Sergio Eduardo Araujo, diretor médico da Rede Cirúrgica do Einstein Hospital Israelita.
A norma também orienta sobre o uso de testes que avaliam a presença de marcadores de DNA tumoral no sangue. Apesar de sua popularização, esses exames não identificam lesões pré-cancerígenas e tampouco podem retirá-las, como ocorre na colonosocopia. Mas, segundo a ACS, podem complementar as opções de rastreamento, desde que realizados em consultório médico.







