O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira (15) que o Irã libertou uma cidadã americana detida no país desde dezembro de 2024. Em publicação na rede Truth Social, ele escreveu que a mulher está "em segurança fora do Irã, e em boas condições", sem revelar o nome dela, e agradeceu o que classificou de "gesto de boa vontade" por parte do regime iraniano.
A identidade da libertada foi divulgada por seu advogado, Jared Genser, em publicação na rede social X. Trata-se de Dena Karari, cidadã com dupla nacionalidade americana e iraniana. Segundo o advogado, ela estava impedida de deixar o Irã desde 2024, quando viajou ao país para visitar a família, e respondia a acusações que ele classificou como forjadas.
Karari administrava uma organização chamada Children of Mehr Foundation, voltada a crianças em situação de pobreza no Irã, com apoio de doadores privados e autorização do Departamento do Tesouro americano. De acordo com Genser, ela nunca chegou a ser fisicamente presa, mas foi submetida a um "banimento de saída coercitivo" e interrogada dezenas de vezes pelas autoridades iranianas, o que lhe teria causado sofrimento físico e psicológico considerável.
Uma reportagem do jornal The New York Times do ano passado já havia identificado o caso de uma mulher ítalo-americana impedida de deixar o Irã desde dezembro de 2024, posteriormente solta da custódia mas mantida sob restrição de saída.










