Dois imigrantes, um colombiano e um mexicano, foram mortos a tiros por agentes de imigração no Maine e no Texas com apenas seis dias de intervalo entre os casos Manifestantes se reúnem perto de uma instalação do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA em Scarborough, Maine, um dia após o assassinato de Johan Sebastián Durán Guerrero, na terça-feira, 14 de julho de 2026 — Foto: AP/Robert F. Bukaty O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quarta-feira que os agentes federais de imigração não deixarão de realizar abordagens de veículos, um dia depois de autoridades anunciarem uma suspensão temporária desse tipo de operação após agentes matarem dois homens a tiros no Texas e no Maine. "Precisamos ser fortes, firmes e inteligentes, e NÃO PODEMOS abrir mão de uma das ferramentas mais importantes e eficazes do ICE no combate ao crime: A ABORDAGEM DE VEÍCULOS!", escreveu Trump em uma publicação nas redes sociais. Na terça-feira, autoridades do governo Trump informaram que o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE, na sigla em inglês) havia determinado a suspensão da maior parte das abordagens de veículos em todo o país, depois que dois homens foram mortos a tiros por agentes da corporação em operações desse tipo, com intervalo de seis dias entre os casos. Na segunda-feira, um agente do ICE matou um motorista colombiano na cidade costeira de Biddeford, no Estado do Maine, cerca de 24 quilômetros ao sul de Portland. Em 7 de julho, um agente do ICE em Houston matou um cidadão mexicano enquanto tentava interceptar seu veículo. "Não se trata de uma mudança de política, mas de uma pausa temporária", disse à Fox News, na terça-feira, Tom Homan, responsável pela política de fronteiras do governo Trump, ao comentar a suspensão das abordagens. "Será uma revisão de curto prazo para garantir que os agentes do ICE estejam seguros e atuando corretamente", afirmou Homan, acrescentando que os agentes recorrerão a outros métodos para realizar prisões. As duas mortes em sequência provocaram protestos no Maine, em Houston e em Boston, além de levantarem questionamentos sobre o fato de os agentes do ICE não utilizarem câmeras corporais. O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos (DHS), responsável pelo ICE, classificou ambos os homens como "imigrantes ilegais", mas reconheceu que nenhum deles era o alvo das operações de deportação que resultaram em suas mortes. As autoridades federais não apresentaram evidências que sustentem a alegação de que qualquer um dos dois representava uma ameaça aos agentes do ICE ou ao público que justificasse o uso de força letal para detê-los. Pelo menos sete pessoas morreram baleadas durante operações federais de fiscalização migratória desde janeiro de 2025, quando Trump iniciou uma campanha de deportações em massa após retornar à Presidência com a promessa de endurecer a política de imigração.