Julian Lemos, que rompeu com o clã após a eleição de Jair Bolsonaro, afirma que senador teria enriquecido durante a gestão do pai 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Julian Lemos participa de podcast na Paraíba — Foto: Reprodução/YouTube RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 11:46 Ex-aliado acusa Flávio Bolsonaro de enriquecer no governo do pai Julian Lemos, ex-coordenador da campanha de Jair Bolsonaro, afirmou que Flávio Bolsonaro acumulou um patrimônio de R$ 600 milhões durante o governo do pai. Em entrevista, Lemos também mencionou que Eduardo Bolsonaro possui R$ 150 milhões nos EUA. Sem apresentar provas, ele se baseia em informações internas do clã Bolsonaro. Lemos, que rompeu com o bolsonarismo, acredita que Flávio desistirá da corrida eleitoral ou perderá para Lula. A equipe de Flávio Bolsonaro não comentou as alegações. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O ex-deputado federal Julian Lemos (PP), que coordenou a campanha de Jair Bolsonaro (PL) no Nordeste em 2018, disse que o patrimônio do sucessor político do ex-presidente na corrida ao Planalto, Flávio Bolsonaro (PL), hoje chega a R$ 600 milhões. Em entrevista ao programa "Ô Paraíba Boa", exibido ao vivo no YouTube, o político acrescentou que Eduardo Bolsonaro (PL), irmão do presidenciável e radicado nos Estados Unidos, soma ao menos R$ 150 milhões. Lemos detalhou a convivência e a fortuna dos Bolsonaros sem apresentar provas, mas garantiu ter informações de dentro do clã pelos anos em que foram aliados. Eleito na onda bolsonarista de 2018 para a Câmara dos Deputados, pela Paraíba, o político rompeu com o bolsonarismo depois de, segundo ele e os entrevistados, se recusar a "trair" Antonio Rueda e Luciano Bivar, que comandavam o PSL na época em Jair Bolsonaro concorreu à Presidência pelo partido, posteriormente fundido ao DEM numa nova legenda, o União Brasil. Com isso, Lemos teria virado um "inimigo" do bolsonarismo e alvo de críticas dos filhos do ex-presidente, como Carlos Bolsonaro (PL). Durante a participação no podcast, nesta segunda-feira, Lemos afirmou acreditar que Flávio vai desistir da corrida eleitoral. E, caso não desista, vai perder para Lula e fugir do Brasil. Segundo o ex-deputado, a família se recusa a passar o espólio para o pleito. — Bolsonaro prefere que Lula vença a passar o espólio dele para um [Ronaldo] Caiado, para um [Romeu] Zema e para Michelle [Bolsonaro. O caso de Michelle é ainda pior, porque Michele, caso fosse eleita, nenhum dos filhos faria o que fizeram no governo do pai. O Flávio operou, meu irmão, ali dentro 24 horas por dia. Flávio é um homem milionário. Eu tô optando aqui, Flávio, perto dos R$ 600, 700 milhões de reais. E o Eduardo no mínimo com 150 [milhões de reais] nos Estados Unidos — disse. Aos entrevistados do podcast, Lemos perguntou se já havia "errado" alguma vez em suas declarações no programa. Recebeu como resposta que já colocava em dúvida a pré-campanha de Flávio mesmo antes de vir a público a relação do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, preso no Caso Master. — Desde duas e meia da manhã, estou acordado. Só estudando, até agora, psicologia social, estrutura do bolsonarismo em si. Já não era preocupação, mas é mais uma questão de defesa. A gente chama na psicologia de "revolta do injustiçado" — afirmou ele, que explicou tentar reconstruir sua história para não ficar com a pecha atribuída a ele, de "traidor". Lemos ainda contou que, desde a ascensão do bolsonarismo, os filhos de Jair Bolsonaro trazem ao pai "um sofrimento psicológico" muito grande. — Eu vi isso em Carlos. Eu fui testemunha de verdadeiras de verdadeiras guerras entre Jair Bolsonaro e Eduardo. Ele faz o que ele quer, ele não tem controle. Hoje ele é um peso morto na campanha do Flávio. Eduardo é um problema constante — afirmou. Na entrevista, Lemos ainda negou ser petista ou lulista, embora tenha votado em Lula na campanha presidencial passada e tenha um post fixado no Instagram abraçado ao atual presidente. — Há uma diferença muito grande. Eu voto em Lula. Eu não sou lulista. Lulista não vê defeito em Lula. E petista tem que ser do PT ou votar em alguém do PT. Nunca fui petista, nunca fui lulista. A minha a minha visão de mundo é voltar no Lula no momento. É o ideal? Não. Com certeza o Brasil teve e tem a capacidade de produzir outras lideranças. Mas hoje eu tenho 1001 motivos aqui para optar por Lula e não optar pelo outro lado, que eu conheço — destacou. Procurada, a equipe de Flávio Bolsonaro ainda não se manifestou sobre as declarações do ex-aliado.
Ex-coordenador de campanha de Bolsonaro sugere que Flávio tem patrimônio de R$ 600 milhões: 'Operou no governo do pai'
Julian Lemos, que rompeu com o clã após a eleição de Jair Bolsonaro, afirma que senador teria enriquecido durante a gestão do pai






