PUBLICIDADE Levantamento aponta que 46% têm mais medo da volta do clã do ex-presidente ao poder, enquanto 38% afirmam temer mais a reeleição de Lula 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Michelle discursa em ato pró-anistia do 8 de Janeiro, junto a Bolsonaro (a partir da esquerda), Carlos, Flávio e Jair Renan — Foto: Miguel Schincariol/AFP/06-04-2025 RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 08:55 Pesquisa mostra que 54% dos brasileiros não veem Flávio Bolsonaro como mais moderado que sua família A pesquisa Genial/Quaest revela que 54% dos brasileiros não consideram Flávio Bolsonaro mais moderado que sua família, desafiando sua estratégia de se apresentar como "centrado". O levantamento mostra ainda que 46% temem a volta dos Bolsonaros ao poder, enquanto 38% receiam a reeleição de Lula. Flávio é rejeitado por 57% dos eleitores, superando Lula, com 50% de rejeição. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira mostra que, para 54% dos brasileiros, Flávio Bolsonaro (PL) não é mais moderado que os demais membros de sua família. A proporção de eleitores que pensam assim subiu quatro pontos desde o levantamento passado, divulgado em junho, o que reforçou o desafio à estratégia adotada na pré-campanha de se apresentar como mais "centrado" e mais aberto ao diálogo e a temas ligados a pautas identitárias, tradicionalmente associadas à esquerda e rechaçadas pelo pai e pelos irmãos. — Tenho os mesmos princípios, tenho o sangue Bolsonaro, mas nenhum ser humano é igual ao outro. Em vários momentos, ele tinha um entendimento, eu tinha outro. Ele não quis tomar vacina [contra a Covid], eu tomei duas doses — disse ele à "Folha de S. Paulo", em dezembro. — Muita gente pedia: "Bolsonaro, você tem que ser mais moderado". Sou eu. Bolsonaro mais moderado. O ápice do apoio à ideia de Flávio ser um "Bolsonaro moderado" se deu em abril deste ano, quando 39% o diferenciavam da família. A parcela do eleitorado que via no pré-candidato do PL à Presidência moderação semelhante à dos parentes, contudo, sempre foi a maior parte: 45% em abril, por exemplo. Desde então, a visão de Flávio como um político tão moderado quanto o pai e os irmãos saltou nove pontos em meio a sucessivas crises na pré-campanha, como a revelação dos elos do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro, a associação das ameaças de tarifaço americano à atuação bolsonarista no exterior e a exposição pública do racha familiar por Michelle Bolsonaro (PL). No mesmo período, de abril para cá, a proporção de eleitores que chancelava Flávio como "Bolsonaro moderado" recuou dez pontos, de 39% a atuais 29%. Na pesquisa divulgada nesta quarta, 17% não souberam ou não responderam a essa pergunta. A Genial/Quaest também perguntou aos entrevistados o que lhes dá mais medo: a reeleição de Lula ou a volta dos Bolsonaros ao poder. Neste caso, 46% disseram temer o retorno do clã do ex-presidente ao Planalto, enquanto 38% citaram mais uma vitória de Lula no pleito presidencial. Em ambos os casos, houve variação dentro da margem de erro a partir de fevereiro. Mas a diferença entre o medo da volta dos Bolsonaros e o medo da quarta gestão de Lula voltou ao patamar registrado em agosto (47% a 39%) e setembro (49% a 41%) do ano passado: oito pontos. Enquanto isso, 8% dizem ter "medo dois dois"; 4%, de nenhum dos dois; e 4% não souberam ou não responderam. Em um mês, o medo da reeleição de Lula recuou oito pontos entre os eleitores que se identificam com a direita não bolsonarista, 84% a 80%. O "medo dos dois" cenários saiu de 4% a 9%, no mesmo período. Entre os independentes, os números oscilaram dentro da margem de erro, a atuais 38% de temor do retorno dos Bolsonaros e 28% da vitória petista. Pré-candidato mais rejeitado O levantamento aponta, ainda, que 57% dos brasileiros conhecem e não votariam em Flávio Bolsonaro (PL). A rejeição ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro oscilou um ponto para cima desde junho, enquanto a do principal concorrente em outubro, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recuou três pontos no mesmo período (53% a 50%). A diferença entre os dois, agora, é de sete pontos percentuais — em abril, o presidente era o mais rejeitado (55%), seguido pelo senador (52%). A rejeição de Flávio vem numa crescente desde as revelações do elo do senador com o banqueiro Daniel Vorcaro pelo financiamento do filme "Dark Horse", sobre o pai, Jair Bolsonaro (PL). E vem oscilando para cima após a divulgação dos vídeos da madrasta, Michelle Bolsonaro (PL), em que ela acusa o enteado de tê-la maltratado e desrespeitado sua visão política, e da viagem aos EUA. O senador pediu desculpas à madrasta e reforçou a agenda pró-mulheres e religiosos para conter desgastes nesses segmentos eleitorais, nos quais Michelle é uma das figuras mais influentes do país. Este mês, ele também discursou em Washington contra o tarifaço sobre produtos brasileiros e defendeu o Pix — numa tentativa de contornar impactos negativos para a campanha pela atuação bolsonarista em prol de sanções estrangeiras contra supostas violações de direitos de aliados. Rejeição aos pré-candidatos à Presidência Pré-candidato Abril/26 Maio/26 Junho/26 Julho/26 Lula 55% 53% 53% 50% Flávio Bolsonaro 52% 54% 56% 57% Ronaldo Caiado 32% 32% 32% 34% Romeu Zema 31% 27% 29% 31% Joaquim Barbosa x x 17% 18% Augusto Cury 14% 16% 16% 16% Cabo Daciolo 26% 27% 28% 27% Renan Santos 19% 19% 20% 17% Samara Martins 8% 10% 10% 11% Edmilson Costa x x 9% 10% Hertz Dias x 7% 8% 8% Heró Bezerra x x 10% 10% A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-07181/2026,. O Genial/Quaest fez entrevistas com 2.004 pessoas de 16 anos ou mais, de 10 a 13 de julho, pelo país. A margem de erro para a amostra geral é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança, de 95%.