Segundo pesquisa, 48% dos eleitoras aprovam gestão contra 47% que desaprovam; diferença está dentro da margem de erro O presidente Lula (PT) — Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é aprovado por 48% da população e desaprovado por 47%, segundo pesquisa Genial/Quaest divulgada nesta quarta-feira (15). É a primeira vez que a aprovação supera numericamente a desaprovação desde dezembro de 2024. Em relação à rodada anterior da pesquisa, de junho, a aprovação oscilou de 47% para 48% e a desaprovação foi de 48% para 47%, dentro da margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Os eleitores que não responderam somam 5%. Pré-candidato à reeleição, o presidente apresentou um “pacote de bondades” no ano eleitoral, com o custo estimado em mais de R$ 180 bilhões, que deve produzir efeitos sobre a economia e as contas públicas no próximo ano. Entre as medidas anunciadas pelo governo estão o novo Desenrola, programa voltado para renegociar a dívida da população, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até 5 mil por mês e crédito subsidiado para motoristas de aplicativo e taxistas para a compra de veículos. Em dezembro de 2024, a aprovação do governo era de 52%, enquanto a desaprovação era de 47%. No início de 2025, a gestão do petista passou a ser mais desaprovada em meio à crise causada pelo boato de que o governo taxaria o Pix. Desde então, Lula passou a ser mais desaprovado que aprovado. Desde março, a desaprovação seguiu uma trajetória de queda entre os chamados eleitores independentes, que não são nem lulistas nem bolsonaristas. Nesse recorte, a desaprovação era de 57% em março, passou para 58% em abril e agora é de 45%. A aprovação entre esses eleitores era de 33% em março, foi para 32% em abril e agora é de 45%. A desaprovação também registrou uma trajetória de queda nas regiões Sudeste e Centro-Oeste/Norte desde abril. Na Sudeste, a desaprovação era de 58% em abril e agora é de 50%. A aprovação nesse período foi de 38% para 44%. No recorte das regiões Centro-Oeste/Norte a desaprovação era de 58% em abril e agora, 49%. A aprovação foi de 36% para 46% nesse período. Avaliação do governo Ainda segundo a pesquisa, o governo Lula tem avaliação positiva de 36%, negativa de 36% e regular de 26%. Dos entrevistados, 2% não responderam. A avaliação positiva oscilou de 34% para 36% em relação à anterior da pesquisa, de junho. Já a negativa foi de 38% para 36%, dentro da margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. A regular manteve os 26%. Assim como a desaprovação, a avaliação negativa do governo também registra uma trajetória de queda desde março: era de 43%, foi para 42% em abril e agora, 36%. Nesse período, a avaliação positiva passou de 31% registrados em março e abril para 34% em maio e junho e agora, 36%. Bandeiras de Lula O novo Desenrola, bandeira da gestão lançada em maio para renegociar dívidas, é conhecido por 66% dos entrevistados e desconhecido por 34%. A maioria da população (55%) aprova a proposta e considera uma boa ideia, enquanto 20% acham que ajuda um pouco, 21% avaliam como uma má ideia e 4% não responderam. Dos entrevistados, 87% disseram que não foram beneficiados pela medida e 12% afirmaram que foram. Entre os que foram beneficiados com o programa, 35% disseram que a renda aumentou de forma significativa depois do programa, 31% afirmaram que a renda aumentou, mas não muito e 33% disseram não sentir diferença. Na pesquisa, 47% disseram ter poucas dívidas, 31% afirmaram não estar endividados e 21% disseram ter muitas dívidas; 1% não respondeu. Outra aposta do governo, o fim da jornada 6X1, tem ampla aprovação dos entrevistados: 69% são a favor, 22% são contra e 5% não são nem a favor nem contrários à proposta. Os entrevistados foram questionados sobre o que pretendem fazer se o fim da jornada 6x1 for aprovado e 53% disseram que pretendem descansar e passar mais tempo com a família, 13% querem buscar outro trabalho ou fazer hora-extra para aumentar a renda; 12% afirmaram que pretendem estudar, 9% disseram que pretendem ir à igreja ou a cerimônias religiosas, 6% pretendem passear, fazer festas ou ir a bares e restaurantes e 4% querem viajar. Perguntados se acham que vão trabalhar menos horas por semana se o fim da jornada 6x1 for aprovada, 50% disseram que sim e 45% acham que não. Uma das marcas do terceiro mandato de Lula, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil por mês não foi sentida pela maioria da população, de acordo com o levantamento: 65% disseram não terem sido beneficiados pela medida, 32% afirmaram que foram beneficiados e 3% não responderam. Para 39%, não houve impacto na renda depois da isenção do IR, 35% responderam que tiveram impacto na renda, mas não muito e 24% disseram que tiveram um impacto significativo nos rendimentos. A pesquisa tem margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07181/2026. O instituto realizou 2004 entrevistas entre os dias 10 e 13 de julho.