No mês passado, o Reino Unido tornou-se o mais recente país a proibir o acesso de menores de 16 anos a redes sociais como Snapchat, TikTok, YouTube, Instagram e Facebook 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Reino Unido estende restrição de uso de redes sociais para jovens de 16 e 17 anos — Foto: Brent Lewin/Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 15/07/2026 - 01:58 Reino Unido impõe toque de recolher noturno para jovens nas redes sociais O Reino Unido ampliou restrições ao uso de redes sociais para jovens de 16 e 17 anos, impondo um toque de recolher noturno entre meia-noite e 6h. Anteriormente, havia proibido o acesso de menores de 16 anos a plataformas como Instagram e Facebook. Além disso, planeja desativar funções viciantes por padrão para adolescentes. As medidas visam proteger o bem-estar dos jovens, mas há críticas sobre sua eficácia. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo do Reino Unido anunciou nesta terça-feira que irá impor um toque de recolher noturno para o uso de redes sociais por jovens de 16 e 17 anos, após o primeiro-ministro Keir Starmer ter anunciado no mês passado a proibição do uso de redes sociais por menores de 16 anos. Na mais recente medida para restringir o acesso de crianças a aplicativos viciantes, o governo anunciou que haverá um toque de recolher para adolescentes de 16 e 17 anos em plataformas como Instagram e Facebook, entre meia-noite e 6h da manhã. O governo também anunciou planos para uma configuração padrão que desativará recursos viciantes, como a rolagem infinita, para adolescentes mais velhos. Os usuários poderão desativar essas configurações, porém, críticos afirmam que elas seriam ineficazes. Não ficou claro como essas mudanças seriam implementadas. No mês passado, o Reino Unido tornou-se o mais recente país a proibir o acesso de menores de 16 anos a sites de redes sociais como Snapchat, TikTok, YouTube, Instagram e Facebook, em mudanças que devem entrar em vigor no início de 2027. "Mesmo que os jovens conquistem maior independência aos 16 anos, eles ainda devem ser protegidos dos recursos online mais viciantes que podem ter um impacto prejudicial em seu bem-estar", disse a ministra da Tecnologia, Liz Kendall, em um comunicado. "Essas medidas serão cruciais para ajudar os jovens a dormir o suficiente, a se concentrarem nos estudos e na faculdade e a passarem mais tempo de qualidade com a família e os amigos." Finlândia relata mais interações e concentração em escolas após proibir celulares 1 de 12 Finlândia relata mais interações e concentração em escolas após proibir celulares — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 2 de 12 Adolescentes se reúnem no corredor e animam o ambiente com suas conversas durante o recreio em uma escola na Finlândia, onde o uso de celulares é proibido desde o início do ano letivo — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 12 fotos 3 de 12 Na Kungsvägens skola, que atende alunos de 13 a 15 anos em Sipoo, uma cidade a nordeste de Helsinque, os professores recolhem os celulares pela manhã — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 4 de 12 Relatórios alertam para risco de aparelhos prejudicarem aprendizagem — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 5 de 12 A transição para uma escola sem celulares "superou as expectativas", diz a diretora Maria Tallberg — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 6 de 12 A lei que proíbe o uso de celulares durante as aulas entrou em vigor em 1º de agosto em toda a Finlândia, um país conhecido pela qualidade de seu sistema educacional — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 7 de 12 Vários municípios e escolas optaram por estender a proibição também ao recreio — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 8 de 12 Medida surge em momento em que países expressam preocupação com impacto do uso de smartphones na saúde mental e física dos jovens, bem como na aprendizagem e na educação — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 9 de 12 Vários países já adotaram restrições semelhantes, incluindo Coreia do Sul, Itália, Holanda e França — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 10 de 12 As aulas estão agora mais tranquilas e os alunos menos distraídos, confirma Annika Railila, professora de química na Kungsvägens Skola — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade 11 de 12 O ambiente se tornou "muito diferente", diz aluna de 15 anos — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP 12 de 12 Ministro da Educação finlandês, Anders Adlercreutz explicou à AFP que lei foi aprovada após queda nos resultados acadêmicos — Foto: Alessandro Rampazzo/AFP X de 12 Publicidade Relatórios alertam para risco de aparelhos prejudicarem aprendizagem As medidas incluem também verificações sobre o uso de chatbots de inteligência artificial, que exigiriam que menores de 18 anos fizessem pausas regulares enquanto utilizam as plataformas. Embora algumas instituições de caridade voltadas para crianças tenham recebido bem as reformas como proteções há muito esperadas, outras alertaram que elas podem levar as crianças a usar a internet de forma insegura.