Reação dos mercados foi contida após divulgação de dados 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Uma fábrica de automóveis da Geely em Taizhou, na província chinesa de Zhejiang — Foto: Qilai Shen/The New York Times RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/07/2026 - 23:42 PIB da China cresce abaixo da meta, desafios econômicos aumentam O PIB da China cresceu 4,3% no último trimestre, abaixo da meta oficial de 4,5% a 5%, marcando o ritmo mais fraco em três anos. A economia enfrenta desafios com o desequilíbrio entre oferta e demanda e instabilidades externas. O Politburo deve discutir ações para impulsionar o crescimento, como aumentar gastos públicos. Enquanto isso, o yuan offshore subiu 0,1% e o rendimento dos títulos de 10 anos manteve-se em 1,73%. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A economia da China cresceu no último trimestre no ritmo mais lento dos últimos três anos, refletindo uma desaceleração mais ampla que os líderes do país já haviam sinalizado no início deste ano, ao estabelecerem a menor meta de crescimento em mais de três décadas. Nesta quarta-feira, o Escritório Nacional de Estatísticas informou que a economia expandiu 4,3% no segundo trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, abaixo do ritmo de 5% registrado no primeiro trimestre e também inferior às expectativas dos economistas. Embora as fábricas chinesas estejam produzindo chips e carros elétricos para abastecer o boom global da inteligência artificial e de produtos voltados à economia de energia, muitos chineses enfrentam dificuldades no mercado doméstico. China está perdendo título de 'fábrica de tênis' para o Vietnã 1 de 10 China está perdendo título de 'fábrica de tênis' para o Vietnã — Foto: The New York Times 2 de 10 Fábricas que circundam a agitada cidade de Ho Chi Minh, no Vietnã, produzem solas de espuma, palmilhas macias, cadarços de algodão e tecidos de malha — Foto: The New York Times X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 As peças são transportadas por caminhões até armazéns para serem montadas em calçados — Foto: The New York Times 4 de 10 Para o mundo dos negócios, abandonar a China é difícil, com seu domínio sobre matérias-primas e sua capacidade fabril que impulsionou os lucros e manteve os consumidores satisfeitos — Foto: The New York Times X de 10 Publicidade 5 de 10 Vietnã ultrapassou a China como a principal fonte de tênis vendidos para o mundo por Nike, Adidas, Brooks e outras — Foto: The New York Times 6 de 10 A Nike está reduzindo ainda mais a produção na China, onde as tarifas agora são mais altas do que no Vietnã — Foto: The New York Times X de 10 Publicidade 7 de 10 Empresas, preocupadas com a dependência excessiva de um único país, também estão debatendo se devem transferir seus trabalhos para fora do Vietnã — Foto: The New York Times 8 de 10 O Vietnã ofereceu um governo que acolheu o investimento estrangeiro e o melhor tipo de demografia: uma população crescente de jovens em busca de trabalho — Foto: The New York Times X de 10 Publicidade 9 de 10 Em uma fábrica da Jones & Vining, a uma hora de carro de Ho Chi Minh, trabalhadores enchem moldes de metal com um líquido quente, pegajoso e de cores vibrantes para fazer palmilhas e palmilhas de espuma — Foto: The New York Times 10 de 10 Vendendo bolos de arroz glutinoso na beira da estrada, Pham Kieu Diem, de 47 anos, lembrou quando os campos de arroz cercavam toda a área — Foto: The New York Times X de 10 Publicidade Indústria desafia realidade ao transferir mais produção ao vizinho A prolongada crise no setor imobiliário continua sem perspectiva de solução, com a forte queda na construção pesando sobre o crescimento econômico. Fora das fábricas, os empregos são escassos e os salários não avançam. As vendas no varejo de bens de consumo têm apresentado volatilidade. Em maio, caíram pela primeira vez desde o fim dos lockdowns da Covid-19, no fim de 2022, antes de se recuperarem parcialmente em junho. Isso contrasta fortemente com o desempenho consistente da indústria e do comércio exterior chineses. Um relatório do governo divulgado na terça-feira mostrou que as exportações da China dispararam 27% em junho na comparação com um ano antes, impulsionadas pelos embarques de chips, baterias e automóveis. O superávit comercial do país no mês, superior a US$ 125 bilhões, foi o segundo maior da história. Veículos elétricos chineses dominam maior salão do automóvel do mundo, em Pequim 1 de 10 Veículos elétricos chineses dominam maior salão do automóvel do mundo em Pequim — Foto: Greg Baker/AFP 2 de 10 Mais de 1.400 modelos de centenas de empresas nacionais e estrangeiras estarão em exposição a partir desta sexta — Foto: Greg Baker/AFP X de 10 Publicidade 10 fotos 3 de 10 Centenas de milhares de entusiastas de carros são esperados na capital chinesa para admirar os modelos mais recentes do setor — Foto: Greg Baker/AFP 4 de 10 Marcas estrangeiras tradicionais como Volkswagen, Toyota e BMW já dominaram o mercado chinês, mas nos últimos anos perderam participação de mercado para empresas nacionais — Foto: Greg Baker/AFP X de 10 Publicidade 5 de 10 Fabricantes chineses como BYD, Xiaomi e Xpeng também estão na vanguarda da integração de software de inteligência artificial e tecnologias de direção autônoma em seus veículos elétricos — Foto: Greg Baker/AFP 6 de 10 A exposição Auto China, realizada em dois locais adjacentes na capital, ocupa 380.000 metros quadrados, segundo os organizadores — Foto: Greg Baker/AFP X de 10 Publicidade 7 de 10 Nos últimos anos, as empresas chinesas inundaram o mercado interno com programas de troca, oferecendo grandes descontos aos clientes que entregam seus carros antigos por novos — Foto: Greg Baker/AFP 8 de 10 Acirrada guerra de preços levou as autoridades do gigante asiático, no ano passado, a pedir controles mais rigorosos e regulamentações de concorrência mais eficazes a longo prazo — Foto: Greg Baker/AFP X de 10 Publicidade 9 de 10 Montadoras estrangeiras também estão colaborando cada vez mais com empresas locais para acompanhar os avanços tecnológicos — Foto: Greg Baker/AFP 10 de 10 Este ano, as empresas também competirão por espaço, segundo analistas, com SUVs espaçosos emergindo como uma nova área de crescimento, visando clientes que priorizam assentos e conforto — Foto: Greg Baker/AFP X de 10 Publicidade Mais de 1.400 modelos de centenas de empresas estarão expostos Em outras palavras, a poderosa máquina exportadora da China está mascarando fragilidades em outras áreas da economia. — Você tem esse boom da inteligência artificial, que é um fenômeno global, e a China faz parte do grupo de países na fronteira dessa tecnologia — afirmou Yu Song, economista-chefe para a China da UBS Securities. "Sem isso, a economia chinesa estaria em uma situação muito pior. Na comparação com o trimestre anterior, a economia chinesa cresceu apenas 0,9% no segundo trimestre. Em termos anualizados, os dados indicam que a economia avançava a uma taxa de 3,6% ao ano no período, bem abaixo do ritmo superior a 6% observado no primeiro trimestre. A taxa anualizada do segundo trimestre também ficou abaixo das metas oficiais. As fragilidades dos motores de crescimento da economia levaram o Partido Comunista, no início deste ano, a estabelecer a menor meta anual de crescimento em décadas, com objetivo entre 4,5% e 5% para este ano. Ao analisar o desempenho do primeiro semestre, economistas afirmam que, por mais robustos que sejam, a indústria e as exportações não conseguem sustentar sozinhas o crescimento. A produção industrial aumentou 5,4% nos seis primeiros meses do ano em relação ao mesmo período do ano passado. A manufatura de alta tecnologia avançou mais de 13% nesse intervalo. Já o investimento em ativos fixos — que inclui infraestrutura, construção imobiliária e manufatura — caiu 5,7%. O desenvolvimento imobiliário recuou 18%. O valor das exportações chinesas subiu mais de 20% no primeiro semestre. Já o consumo das famílias, que um relatório da Moody’s Analytics classificou como "o elo mais fraco da economia", perdeu força. As vendas no varejo de bens de consumo cresceram apenas 1,3% no acumulado do primeiro semestre. Os efeitos da guerra no Irã também pressionaram as famílias chinesas, com a alta dos preços dos combustíveis levando consumidores a dirigir e viajar de avião menos, em um momento em que muitos já estavam preocupados com a economia e optando por poupar mais. A China amenizou parte do impacto do aumento dos combustíveis ao controlar os preços nas bombas, mas o custo para abastecer ainda está, em termos percentuais de dois dígitos, acima do registrado há um ano. Um aspecto positivo, segundo economistas, é que o aumento dos preços dos combustíveis começou a se refletir em uma inflação mais ampla durante o trimestre, revertendo um problema que a China enfrentava havia mais de três anos: uma queda generalizada dos preços. Esse cenário de deflação tende a desestimular o consumo, já que consumidores adiam compras esperando preços mais baixos no futuro. O deflator do Produto Interno Bruto (PIB) da China, uma medida ampla dos preços na economia, ficou negativo em 13 dos últimos 14 trimestres — a sequência mais longa já registrada. No segundo trimestre, porém, voltou ao terreno positivo. Para a liderança chinesa, a questão agora é qual será o próximo passo. O primeiro-ministro Li Qiang disse a um grupo de empresários nesta semana que o governo está concentrado em criar novos motores para o consumo e garantir a estabilidade do emprego. — É importante adotar uma visão abrangente e objetiva da situação econômica atual, reconhecendo plenamente as conquistas alcançadas, ao mesmo tempo em que se mantém clareza sobre os problemas — afirmou Li, segundo a imprensa estatal, que destacou o encontro na primeira página do jornal oficial People’s Daily. Alguns economistas esperam que uma nova rodada de medidas de estímulo seja discutida em uma reunião das principais autoridades do país ainda neste mês. Na segunda-feira, o governo anunciou um plano para elevar as vendas anuais no varejo para US$ 8,85 trilhões até 2030, o que representa um aumento de 20% em relação ao ano passado. Pequim também prometeu elevar os salários e aumentar a participação do consumo das famílias na economia. Atualmente, ela corresponde a cerca de 40%, bem abaixo dos cerca de 60% do Produto Interno Bruto observados na maioria dos países desenvolvidos. Mas analistas afirmam que essas metas não são particularmente ambiciosas. E os consumidores chineses, ainda resistentes, dão poucos sinais de que pretendem abrir mais a carteira.