Outras iniciativas semelhantes foram aprovadas pelo Congresso, mas STF invalidou mudanças 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente do Senado, Davi Alcolumbre — Foto: Carlos Moura/Agência Senado RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/07/2026 - 22:39 PEC do Marco Temporal será votada após recesso, anuncia Alcolumbre O presidente do Senado, Davi Alcolumbre, anunciou que a votação da PEC do Marco Temporal para regularização de terras indígenas ocorrerá após o recesso parlamentar. A proposta, que enfrenta resistência no STF por ser considerada inconstitucional, estabelece que indígenas só teriam direito a terras ocupadas na promulgação da Constituição de 1988. A demanda é apoiada pela bancada ruralista, mas criticada por indígenas, que veem risco aos territórios. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), disse que a Casa Legislativa votará uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece um marco temporal para regularização de terras indígenas na volta do recesso parlamentar, que deve acontecer em agosto. Em resposta a um pedido do senador Hiran Gonçalves (PP-RR), Alcolumbre disse na sessão do plenário desta terça-feira que já foi “dado muito tempo” para a iniciativa ser debatida. – Hiran, eu me comprometo com Vossa Excelência que no retorno do recesso parlamentar eu vou reunir os líderes e nós vamos nos debruçar sobre esse assunto, porque nós estamos há muito tempo aguardando e Vossa Excelência, uma semana sim e outra também, cobra da presidência a deliberação deste assunto – disse. – Então, eu quero responder a Vossa Excelência em relação a esse assunto específico, porque eu acho que nós já demos muito tempo. Apenas para fazer essa ponderação – completou o presidente do Senado. Em dezembro de 2025, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), disse que outra PEC semelhante, aprovada no fim do ano passado pelo Senado e que também estabelece o marco temporal para a demarcação de terras indígenas, seria inconstitucional. Dino fez a avaliação ao votar para derrubar o marco temporal estabelecido em outra iniciativa, uma lei aprovada em 2023. O estabelecimento de um marco temporal é uma demanda da bancada ruralista do Congresso. O principal ponto da iniciativa estabelece que os povos indígenas só teriam direito a áreas ocupadas ou sob disputa na data da promulgação da Constituição, em 5 de outubro de 1988. A tese do marco temporal já foi considerada inconstitucional pelo STF, mas voltou a ser apreciada pela Corte após o Congresso aprovar um projeto sobre o tema. O Supremo, então novamente, deu em dezembro de 2025 a maioria dos votos para derrubar a medida. A lei do marco temporal foi aprovada pelo Congresso em 2023, uma semana após o STF considerar inconstitucional a tese de que os indígenas só têm direito às terras que ocupavam no momento da promulgação da Constituição, em novembro de 1988. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a vetar parte da medida aprovada pelos parlamentares. Mas o veto foi derrubado. Antes de alcançar maioria contra a tese, o STF realizou audiências de conciliação para tentar um acordo sobre o tema. De um lado, indígenas pedem a derrubada da lei, que na visão deles coloca em risco territórios já demarcados. Do outro, proprietários de terras querem se manter nos locais que já não eram ocupados após 1988.
Alcolumbre anuncia votação de PEC do Marco Temporal após o recesso parlamentar
Outras iniciativas semelhantes foram aprovadas pelo Congresso, mas STF invalidou mudanças
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