A Espanha está na final. A equipe anulou o poderoso time francês por meio da posse de bola e da troca de passes, como costuma fazer. Mais que isso. Quando não tinha a bola, se posicionava muito bem, alternando a pressão para recuperá-la rapidamente, com a marcação mais recuada para fechar os espaços.
A França não teve uma única clara chance de gol. A Espanha fez dois gols: um de pênalti, outro após uma bela troca de passes. E teve oportunidades para fazer o terceiro gol. Foi uma aula, um show coletivo, com ótimas atuações individuais, especialmente do meio-campista Rodri. A França decepcionou mais pela atuação coletiva da Espanha do que pela falta de inspiração de seus craques.
Rodri é o pêndulo, elo entre o meio-campo e o ataque. Ele se movimenta de um lado a outro da própria intermediária e inicia as jogadas com um ou dois toques na bola e passes precisos. Raramente erra um passe, pois não tenta o passe impossível. Quando é necessário, dá excelentes passes longos, de um lado para o outro ou para a frente. Craque não é só quem faz muitos gols.
Além de Rodri, a Espanha tem dois excepcionais meio-campistas: Fabián Ruiz, que iniciou o jogo, e Pedri, que entrou no segundo tempo. Isso é uma das principais deficiências da seleção brasileira, não ter um grande craque no meio-campo.A derrota da França não diminui a qualidade de seus jogadores ou da equipe. A multicultural França passou a ter grandes jogadores por causa das escolinhas nas periferias, com a presença de um grande número de imigrantes e pela eficiência do projeto esportivo do Centro Nacional de Futebol, em Clairefontaine. O excepcional futebol francês não existe por acaso.












