Nesta Copa, sensação sobre as equipes se inverteu em relação à Euro de 2024. Na ocasião, espanhóis encantavam, enquanto os franceses eram criticados pelas atuações discretas 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O atacante francês número 10, Kylian Mbappé, comemora o primeiro gol de sua equipe durante a partida das quartas de final da Copa do Mundo de 2026 entre França e Marrocos — Foto: FRANCK FIFE / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 09/07/2026 - 21:08 Confronto entre França e Espanha na semifinal da Copa do Mundo promete espetáculo Na Copa do Mundo, a expectativa é grande para um possível confronto entre França e Espanha na semifinal, uma vez que ambas seleções têm mostrado performances impressionantes. Na Euro 2024, a Espanha encantou, enquanto a França foi criticada. Agora, os franceses brilham nos Estados Unidos, enquanto a Espanha busca reencontrar seu ritmo. O embate promete ser um espetáculo para os fãs de futebol, destacando uma rivalidade histórica. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A França precisou de pouco, muito pouco, para acabar com qualquer esperança do Marrocos de levar o jogo para os pênaltis, o que claramente era o objetivo dos marroquinos no jogo de ontem em Boston... sobreviver. Marrocos virou especialista em jogo de trincheira, de resiliência, gosta do barro, sabe sofrer e não se incomoda em jogar o jogo de paciência, porque confia na profundidade do elenco e na identidade tática desse time. São características de time grande, de peso na camisa, algo que sempre se disse que era o calcanhar de Aquiles das seleções africanas. Forjado na base de França, Espanha, Bélgica e Holanda, com filhos e netos de imigrantes, o Marrocos soube resgatar esse talento de volta ao país e hoje tem um projeto de altíssimo nível. Mas o projeto marroquino ainda está engatinhando. Vai no caminho certo, sem dúvida, com resultados fantásticos na base e duas Copas do Mundo seguidas em que competiu como uma potência. O Marrocos chegou para ficar, e não há dúvidas sobre isso para a gente que cobre futebol europeu e de elite internacional. Mas a França se impôs com seu talento superior e vai enfrentar — salvo uma zebra estratosférica — a Espanha na semifinal. A Espanha já mostrou que a única forma de anular o que a França faz de melhor é controlando as engrenagens, controlando o meio de campo. No momento em que Mbappé abriu o placar ontem, a França abriu a porteira. E agora que venha a Espanha, em uma semifinal entre os que são, de longe, os dois melhores times do mundo nos últimos anos. Rodri (E) e Lamine Yamal (D), da Espanha, comemorando gol diante da Arábia Saudita, na fase de grupos da Copa do Mundo — Foto: Justin Setterfield/Getty Images/AFP No ano passado, os espanhóis atropelaram os franceses na semifinal da Liga das Nações, abrindo um 4 a 0 com um Lamine Yamal imparável. Está certo que a França conseguiu marcar três golzinhos no finalzinho, quando a Espanha relaxou, mas o placar de 5 a 4 não conta a verdadeira história do baile dado pelo relógio suíço de Luis de la Fuente em Stuttgart. Um ano antes, em Munique, Lamine deu outro recital, marcando o gol de empate e de placa para começar a virada de uma Espanha desfigurada, cheia de desfalques, que venceu a França com uma autoridade impressionante, mostrando o pedigree dessa equipe. Um grupo que sabe o que quer e aonde pode chegar. A partida de hoje contra a Bélgica é quase protocolar. A Espanha deveria vencer com tranquilidade e sem ter de passar da terceira marcha, mas já vimos o que aconteceu na estreia contra Cabo Verde, quando De la Fuente poupou Lamine e acabou frustrado num 0 a 0 horroroso. Lamine ainda está devendo uma grande atuação nesta Copa. Voltando de lesão, o adolescente catalão parece estar tentando encontrar ritmo de jogo, e muitas vezes fica clara a frustração dele. Algo normal, tudo em seu tempo. O importante é que não venham recaídas musculares — e em nenhum momento houve sinais disso. No entanto, nesta Copa, a sensação sobre esses dois times se inverteu em relação à Euro. Na Alemanha, o time que estava voando era a Espanha, encantando, vencendo com autoridade e com uma equipe em ascensão. Já a França vinha sendo criticada por uma série de atuações pouco convincentes, chegando àquelas semifinais sem marcar um único gol em jogadas de bola rolando. Foram dois gols contra e um de pênalti. Aqui nos Estados Unidos, por sua vez, a França é quem encanta, marca com enorme facilidade e parece ser o time a ser batido na Copa do Mundo. Um embate com a discreta Espanha seria um prêmio para os fãs de futebol. Um novo capítulo de uma rivalidade espetacular.
França x Espanha na semifinal seria um prêmio para os fãs de futebol
Nesta Copa, sensação sobre as equipes se inverteu em relação à Euro de 2024. Na ocasião, espanhóis encantavam, enquanto os franceses eram criticados pelas atuações discretas












