PUBLICIDADE Ainda conforme a decisão, a Polícia Civil segue em busca da câmera GoPro utilizada para a vítima e que sumiu após o acidente 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Mulher é lançada em rope jump, mas sem cordas, no interior de SP — Foto: Redes Sociais RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/07/2026 - 19:36 Quatro viram réus por morte de jovem em salto de rope jump em SP A Justiça de São Paulo tornou réus quatro envolvidos na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas durante um salto de rope jump em Limeira. A jovem caiu de uma ponte sem estar presa a uma corda. A empresária Evelyn Gonçalves teve prisão preventiva decretada por homicídio e fraude processual, enquanto outros três são acusados de homicídio com dolo eventual. A Polícia Civil ainda busca a câmera GoPro desaparecida após o acidente. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A Justiça de São Paulo tornou réus, nesta segunda-feira, os envolvidos na morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, ocorrida em Limeira (SP) em junho. A jovem, que havia contratado um serviço de salto de rope jump, foi arremessada do alto de uma ponte desativada. Sem estar presa a uma corda, ela despencou cerca de 30 metros antes de atingir o chão. A jovem chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. A dona da empresa, Evelyn dos Santos Gonçalves, teve a prisão temporária convertida em preventiva. Além dela, tornaram-se réus Maicon Fernandes Cintra, Vitor de Freitas Gonçalves e Luis Felipe Egoroff, que já estavam presos preventivamente. A Justiça arquivou pedidos relativos a outros três citados nas investigações, após não encontrar conexões com o crime. Maicon Cintra, Vitor Gonçalves e Luis Felipe Egoroff vão responder pelos crimes de homicídio com dolo eventual, qualificado por motivo torpe e recurso que impossibiliotou a defesa da vítima. Já Evelyn Gonçalves também vai responder por homicídio, mas classificado como omissão imprópria. Ela também foi acusada de fraude processual por ter orientado um integrante da equipe a sumir com a câmera GoPro usada pela vítima, segundo a denúncia. A acusação afirma que os três homens atuaram "de forma desorganizada e em desacordo com os protocolos de segurança" ao arremessar Maria Eduarda Rodrigues de Freitas do alto da Ponte do Esqueleto, em Limeira. Já Evelyne Gonçalves é descrita como "garantidora da incolumidade física" dos praticantes de rope jump que contrataram os serviços do grupo "Entre Cordas". A decisão da juíza Marcella Caliani destaca que o grupo não tem constituição jurídica formal ou autorização para operar no município. Evelyne Gonçalves, que se descrevia como "CEO" do grupo, era a responsável por captar clientes, contratar colaboradores e definir o cronograma, além de divulgar as atividades. Egoroff era quem colocava a corda em cada cliente antes do salto, enquanto Cintra verificava equipamentos e checava o sistema de segurança. Victor Gonçalves, por sua vez, também equipava os participantes e participou do arremesso da vítima. Ainda conforme a decisão, a Polícia Civil segue em busca da câmera GoPro utilizada para a vítima e que sumiu após o acidente. A juíza Marcela Caliani avaliou que o sumiço do equipamento, somado a existência de testemunhas ainda não ouvidas e perícias a aparelhos eletrônicos inconclusas, justificavam a manutenção da prisão de Evelyn Gonçalves. Caso ela fosse colocada em liberdade, haveria "risco concreto de interferência na colheita da prova". Em nota, os advogados Rafael Gomes dos Santos, Gabriela Cristina Camara da Silva e Daniel Ricardo Batista, que representam Maicon Cintra e Luis Felipe Egoroff, afirmaram discordar da acusação. Eles entendem que a dupla agiu de forma culposa, quando não há intenção de matar. Com isso, o crime não se enquadraria como tendo sido cometido por dolo eventual, que diz respeito a casos nos quais os réus assumiram o risco da morte. "Diante disso, a defesa demonstrará em Juízo a conduta culposa dos Réus, sem incidência de quaisquer qualificadoras para o crime", conclui a nota.