País enfrenta domo de calor, que deve ter alívio apenas no fim de semana 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Uma pedestre usa um guarda-sol para se proteger do sol enquanto caminha no Echo Park, em Los Angeles, Califórnia — Foto: Justin Sullivan / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/07/2026 - 17:45 Onda de Calor Histórica Atinge EUA, Afetando 100 Milhões de Pessoas Uma onda de calor sem precedentes atinge os EUA, com temperaturas recordes acima de 43°C, afetando quase 100 milhões de pessoas. O fenômeno, chamado "domo de calor", avança do oeste para a costa leste, prevendo-se um pico na quarta-feira. Cientistas destacam a influência das mudanças climáticas e do El Niño, que pode intensificar o calor. Alívio esperado só no fim de semana. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Uma onda de calor sem precedentes se espalha nesta terça-feira (14) do oeste até a costa leste dos Estados Unidos e mantém quase 100 milhões de pessoas sob alertas por temperaturas elevadas. O fenômeno, conhecido como "domo de calor", já bateu recordes históricos em vários estados do oeste do país. Em Billings, no estado de Montana, os termômetros marcaram 44°C, superando o recorde anterior de 42°C. Em Salt Lake City, em Utah, a temperatura chegou a 43°C, acima da máxima histórica de 42°C. Embora o calor extremo e a umidade continuem afetando o oeste, a massa de ar quente avança agora em direção à densamente povoada costa leste, que já enfrentou temperaturas excepcionalmente altas no início do mês. O Serviço Nacional de Meteorologia alertou que temperaturas acima da média e condições potencialmente perigosas atingirão o nordeste do país nesta terça-feira. O pico do calor é esperado para quarta-feira, antes de se expandir para a região do Atlântico Médio. De Richmond, no estado da Virgínia, até Boston, em Massachusetts, as temperaturas devem variar entre 35°C e 38°C, com máximas diárias que podem igualar ou até superar recordes históricos. O alívio é esperado para o fim da semana, quando as temperaturas devem começar a cair. Cientistas do grupo World Weather Attribution divulgaram uma análise segundo a qual as condições de calor e umidade registradas durante a onda anterior na costa leste — coincidente com as comemorações dos 250 anos dos Estados Unidos, em 4 de julho — teriam sido "virtualmente impossíveis" sem a influência das mudanças climáticas causadas pela atividade humana. Europeus tentam se refrescar durante onda de calor 1 de 15 Um casal se refresca na Fonte do Trocadéro, com a Torre Eiffel ao fundo, durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP 2 de 15 Pessoas se refrescam na Fonte do Trocadéro, com a Torre Eiffel ao fundo, durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP X de 15 Publicidade 15 fotos 3 de 15 Pessoas se refrescam na Fonte do Trocadéro, com a Torre Eiffel ao fundo, durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP 4 de 15 Pessoas se refrescam em uma fonte em Trocadéro durante uma onda de calor em Paris — Foto: Dimitar DILKOFF / AFP X de 15 Publicidade 5 de 15 Um turista se refresca em uma fonte durante uma onda de calor no centro de Copenhague — Foto: Mads Claus Rasmussen / Ritzau Scanpix / AFP 6 de 15 Um homem se refresca com a água de uma fonte enquanto visita o centro histórico de Sarajevo — Foto: ELVIS BARUKCIC / AFP X de 15 Publicidade 7 de 15 Pessoas tentam se refrescar na frente de um jato d'água instalado em uma caminhonete da Defesa Civil perto do Coliseu — Foto: Andreas SOLARO / AFP 8 de 15 Pessoas tentam se refrescar na frente de um jato d'água instalado em uma caminhonete da Defesa Civil perto do Coliseu — Foto: Andreas SOLARO / AFP X de 15 Publicidade 9 de 15 Pessoas tentam se refrescar na frente de um jato d'água instalado em uma caminhonete da Defesa Civil perto do Coliseu — Foto: Andreas SOLARO / AFP 10 de 15 Pessoas pulam no Canal Saint-Martin durante uma onda de calor na França, em Paris — Foto: Ludovic MARIN / AFP X de 15 Publicidade 11 de 15 Pessoas pulam no Canal Saint-Martin durante uma onda de calor na França, em Paris — Foto: Ludovic MARIN / AFP 12 de 15 Uma mulher espirra água no beco ao lado de sua casa para se refrescar, em uma área da zona leste de Leeds, na Inglaterra — Foto: Oli SCARFF / AFP X de 15 Publicidade 13 de 15 Um membro da equipe do festival Hellfest borrifa água para refrescar o público na França — Foto: Sebastien Salom-Gomis / AFP 14 de 15 Pessoas tentam se refrescar com mangueira em Colônia, na Alemanha — Foto: Ina FASSBENDER / AFP X de 15 Publicidade 15 de 15 Jovens saltam de uma ponte no Canal Saint-Martin durante uma onda de calor em Paris — Foto: JOEL SAGET / AFP Os domos de calor também podem favorecer as chamadas "tempestades secas", nas quais a chuva evapora antes de atingir o solo. Nesses casos, raios podem provocar incêndios florestais, especialmente porque grande parte do oeste americano já enfrenta condições de seca. Os cientistas afirmam ainda que um forte fenômeno El Niño, atualmente em formação no Pacífico equatorial, pode contribuir para a persistência desse domo de calor. O aquecimento recorde das águas do Pacífico central está deslocando as áreas de formação de tempestades tropicais, alterando a corrente de jato sobre o oeste dos Estados Unidos e favorecendo o aprisionamento do ar quente na região. Meteorologistas americanos preveem que o El Niño atinja sua intensidade máxima entre outubro e dezembro, possivelmente em níveis recordes, enquanto o maior aumento de temperatura associado ao fenômeno é projetado para 2027.
Onda de calor nos EUA quebra recordes, com máximas a partir de 43°C, e avança em direção à costa leste
País enfrenta domo de calor, que deve ter alívio apenas no fim de semana








