Segundo Centcom, objetivo dos bombardeios é 'continuar degradando as capacidades iranianas utilizadas em ataques contra navios comerciais no Estreito de Ormuz' EUA realizam novos ataques contra alvos iranianos — Foto: Reprodução/Centcom/X Os Estados Unidos lançaram uma nova onda de ataques contra o Irã nesta terça-feira com o objetivo de “continuar degradando as capacidades iranianas utilizadas em ataques contra navios comerciais no Estreito de Ormuz”, informou o Comando Central americano (Centcom) em uma publicação na rede social X. “Às 15h [horário da Costa Leste dos EUA; 16h no horário de Brasília] desta terça-feira, forças do Comando Central dos Estados Unidos iniciaram uma nova rodada de ataques contra o Irã para continuar degradando as capacidades iranianas utilizadas em ataques contra navios comerciais no Estreito de Ormuz”, escreveu o comando em sua conta oficial. “Os ataques ocorrem enquanto os EUA se preparam para restabelecer um bloqueio ao tráfego marítimo iraniano, depois que Teerã afirmou ter fechado o Estreito de Ormuz. O bloqueio americano está previsto para entrar em vigor às 16h no horário da Costa Leste dos EUA [17h no horário de Brasília]”, prosseguiu. Pouco depois, em outra publicação, o Centcom confirmou que o bloqueio naval a embarcações com destino ou origem em portos e áreas costeiras do Irã já foi novamente imposto. “Atualmente, mais de 20 navios de guerra da Marinha americana e centenas de aeronaves militares estão em operação no Oriente Médio. As forças dos EUA permanecem em estado de alerta, prontas para agir e com plena capacidade de combate”, afirmou. Em postagem na plataforma Truth Social nesta terça-feira, o presidente Donald Trump reiterou que os EUA devem restabelecer o bloqueio marítimo contra portos e navios iranianos. “O Estreito de Ormuz está aberto para TODO o tráfego marítimo, exceto para o Irã — e isso é culpa de sua liderança mentirosa, violenta e maliciosa, que está conduzindo o país para o caminho da DESTRUIÇÃO TOTAL”, disse. Na mesma publicação, o americano recuou de seu plano, anunciado na segunda-feira, de cobrar taxas de navios que trafegam pela principal rota marítima para o transporte global de petróleo e gás em troca de proteção. Washington e Teerã voltaram a trocar ataques nesta terça-feira pelo terceiro dia consecutivo. O Irã lançou mísseis balísticos contra uma base aérea americana na Jordânia e contra o Bahrein, enquanto, mais cedo, forças dos Estados Unidos bombardearam alvos iranianos durante cerca de cinco horas, em uma escalada que levou os preços do petróleo ao maior nível em quatro semanas. Durante a madrugada, a Guarda Revolucionária Islâmica afirmou ainda ter atacado dois petroleiros que, segundo Teerã, tentavam atravessar águas territoriais de Omã em vez de utilizar a rota sob supervisão iraniana. O Ministério da Defesa dos Emirados Árabes Unidos informou, por sua vez, que dois petroleiros do país foram atingidos por mísseis balísticos iranianos, deixando um tripulante morto e outros oito feridos. Não ficou imediatamente claro se os navios citados por Teerã eram os mesmos mencionados pelos Emirados. A retomada das hostilidades praticamente sepulta o acordo preliminar de cessar-fogo anunciado no mês passado pelo presidente americano, Donald Trump, e pelo presidente iraniano, Masoud Pezeshkian. O Estreito de Ormuz tornou-se um dos principais focos de divergência entre os dois governos: Teerã sustenta que a trégua lhe conferia autoridade para controlar a navegação na região, enquanto Washington rejeita essa interpretação e afirma que o Irã não tem legitimidade para restringir a circulação de embarcações pela via marítima.