PUBLICIDADE Jovem de 26 anos foi morto a tiros durante operação migratória no estado do Maine; autoridade americana afirma que ele tentou fugir de uma abordagem 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, fala durante uma entrevista à AFP no Palácio Presidencial Casa de Nariño, em Bogotá, em 4 de junho de 2026 — Foto: RAUL ARBOLEDA / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/07/2026 - 14:52 Presidente Colombiano Condena Morte de Compatriota por Agente do ICE nos EUA O presidente colombiano Gustavo Petro criticou duramente a morte de Johan Sebastián Durán Guerrero, colombiano de 26 anos, morto por um agente do ICE no Maine, EUA, classificando o ato como "assassinato". A morte ocorreu durante uma operação migratória sob a administração de Donald Trump. Petro exige explicações de Trump e justiça para o caso, enquanto organizações denunciam abusos do ICE em operações migratórias. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O presidente da Colômbia, o esquerdista Gustavo Petro, classificou nesta terça-feira como um “assassinato” a morte de um colombiano pelas mãos de um agente do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE, na sigla em inglês) nos EUA, em meio à campanha de batidas e deportações de imigrantes promovida pelo presidente americano, Donald Trump. Segundo fontes do governo americano, o ICE irá suspender abordagens a veículos nas ruas de todo o país após o ocorrido. Na noite de segunda-feira, um agente do ICE matou a tiros o colombiano Johan Sebastián Durán Guerrero, de 26 anos, no estado do Maine, no nordeste dos EUA. Nesta terça, centenas de pessoas protestaram no estado contra a morte. No X, Petro, crítico frequente da política migratória de Trump, condenou a ação. “O que aconteceu no Maine é o assassinato de um colombiano latino-americano pelas mãos do governo dos EUA”, escreveu. A autoridade de imigração alegou que o jovem estava no país "de maneira irregular" e tinha uma ordem de expulsão imediata. Durán Guerrero foi baleado dentro de um veículo durante uma operação do ICE na cidade de Biddeford, onde vivia com a esposa e a filha de três anos. O serviço de imigração alegou que ele tentou fugir e que um agente atirou “em nome da segurança pública”. “Mataram-no por considerá-lo um ser inferior e sem direitos”, denunciou o presidente colombiano. Petro também exigiu que “os assassinos paguem por esse homicídio” e cobrou explicações de Trump. Organizações de defesa dos direitos humanos e dos imigrantes têm criticado a atuação do ICE e denunciado abusos durante operações de fiscalização migratória. Petro e Trump já entraram em choque diversas vezes por causa da política migratória. Um dos principais atritos ocorreu em 2025, quando o governo americano deportou um grupo de colombianos algemados durante o voo de repatriação, gerando críticas do presidente colombiano às condições da operação.