0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Sede da mineradora Vale, em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro — Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil A Vale distribuiu um comunicado ao mercado em que "esclarece" que "avaliou a oportunidade e descartou qualquer investimento relacionado ao ativo de minério de ferro localizado em Corumbá". Ou seja, afirma que não vai recomprar o complexo de minas em Corumbá que havia vendido para os irmãos Joesley e Wesley Batista em 2022, conhecidas como Sistema Centro-Oeste. Nada vai mudar, porém, o mal-estar que surgiu com a descoberta por alguns conselheiros, e pelo mercado em geral, que em maio pelo menos três conselheiros foram jantar com os Batista e, no dia seguinte, visitaram as minas numa viagem sigilosa. Além da visita às minas, que não era pública, algumas passagens dos e-mails que o conselheiro Manoel Lino Oliveira, o Ollie, escreveu para o então chairman e organizador da viagem, Daniel Stieler; para o CEO Gustavo Pimenta e para Luiz Gustavo Gouvea, diretor da Vale e secretário do conselho de administração, reforçam a ideia de que nova tentativa de influência política rondando a Vale. Eis um trecho, em que Ollie sugere que o jantar e a visita tiveram um significado político. O conselheiro não se estendeu nesta parte, mas aparenta falar da notável influência dos Batista no mundo empresarial e, em especial, na Brasília de hoje: "A indicação que me foi dada pelo presidente do conselho (Stieler) seria fazer uma avaliação operacional e de investimento, pois politicamente era muito importante que as partes envolvidas acreditassem que a empresa tinha analisado e considerado seriamente essa oportunidade de investimento, tendo em conta que a gestão se recusou de se interessar pelo projeto".
Vale diz que não vai comprar minas dos irmãos Batista, mas mal-estar permanece
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