Na segunda-feira, o Brent e o WTI, as duas principais referências da commodity, avançaram quase 10%, maior alta desde 2020 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Petróleo dispara com retomada do conflito no Oriente Médio — Foto: Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 14/07/2026 - 07:58 Tensão no Oriente Médio: Preço do Petróleo Ultrapassa US$ 86 O preço do petróleo disparou após o presidente Donald Trump anunciar um bloqueio naval ao Irã e um pedágio de 20% no Estreito de Ormuz, elevando o Brent para mais de US$ 86. A escalada das tensões no Oriente Médio, com ataques a petroleiros e retaliações militares, reacendeu preocupações com o abastecimento global, impulsionando as cotações da commodity. O impacto é sentido nos mercados asiáticos, que fecharam em alta, enquanto Europa e EUA registraram quedas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O petróleo continua em alta nesta terça-feira, com o barril do Brent, referência internacional, subindo acima de US$ 86 pela primeira vez em um mês, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, restabeleceu um bloqueio contra navios iranianos que transitam pelo Estreito de Ormuz, enquanto as tensões aumentaram após ataques a dois petroleiros. Por volta das 6h (hora de Brasília), o principal referencial global do petróleo avançava 4,37%, a US$ 86.94 o barril, depois de ter disparado quase 10% na segunda-feira. Já o West Texas Intermediate (WTI), referência nos EUA, era negociado a US$ 80,79 o barril, avançando 3,39%. Os riscos no Oriente Médio aumentaram após as forças dos EUA realizarem uma nova rodada de ataques contra o Irã, e o Comando Central dos Estados Unidos (CENTCOM) informar que os militares retomariam, a partir desta terça-feira, o bloqueio do tráfego de embarcações com destino ou origem nos portos da República Islâmica. Dois petroleiros sofreram danos graves após ataques no Estreito de Ormuz, informou os Emirados Árabes Unidos. As bolsas asiáticas fecharam em alta, enquanto, na Europa, os mercados apresentam queda. Confira abaixo: Na Ásia Tóquio: + 0,74% (fechamento)Shenzhen: + 2,25% (fechamento)Hong Kong: + 0,52% (fechamento)Seul: + 0,73% (fechamento) Na Europa: Londres: - 0,39%Paris: - 0,69%Frankfurt: - 0,46% Nos EUA S&P Futuro: - 0,22%Nasdaq Futuro: + 0,17%Dow Jones Futuro: -0,34% O petróleo voltou a subir depois de, anteriormente, ter devolvido todos os ganhos obtidos durante o conflito, à medida que a escalada das hostilidades reacendeu as preocupações com o abastecimento proveniente do Golfo Pérsico. Desde o início da guerra com o Irã, a commodity registrou uma valorização de 20,2%. O Irã conseguiu exportar pelo menos 57 milhões de barris de petróleo bruto durante um breve intervalo entre dois bloqueios navais americanos, e a retomada do bloqueio deve novamente interromper uma importante fonte de oferta. Para aumentar ainda mais a turbulência, Trump exigiu na segunda-feira um pedágio de 20% sobre as cargas que transitam pelo Estreito de Ormuz. Aos preços atuais do petróleo, isso representaria cerca de US$ 30 milhões para cada superpetroleiro totalmente carregado. Nos últimos dias, enquanto as hostilidades se intensificavam, o Irã vinha movimentando discretamente petroleiros pelo estreito. Seis superpetroleiros sancionados pelos Estados Unidos atravessaram a via marítima em direção ao Golfo de Omã na última semana com seus transponders desligados, segundo dados de rastreamento de navios compilados pela Bloomberg. — Eles simplesmente estavam exportando petróleo em um ritmo impressionante — disse Jay Hatfield, diretor-presidente da Infrastructure Capital Management. — Acreditamos que o preço deve permanecer em torno de US$ 80 por barril, a menos que haja algum desdobramento em relação ao estreito. Mas não acho que chegue a US$ 90 ou US$ 100. E, se o estreito for reaberto, o preço cairá para US$ 60 muito rapidamente. O gás natural europeu disparou até 3,6%, atingindo o nível mais alto em mais de três meses. Antes do conflito, cerca de um quinto do petróleo bruto e do gás natural liquefeito (GNL) do mundo passava pelo Estreito de Ormuz. Nova onda de ataques O Exército iraniano atacou ativos dos Estados Unidos no Kuwait com drones e atingiu "uma embarcação hostil" com mísseis de cruzeiro, informou a agência de notícias semioficial Fars, citando um comunicado militar. Enquanto isso, os Emirados Árabes Unidos informaram que dois de seus petroleiros foram atacados em águas de Omã enquanto transitavam pela rota sul do estreito. No último mês, os produtores de petróleo do Golfo Pérsico haviam começado a comercializar volumes adicionais de petróleo bruto após um acordo provisório aliviar as preocupações com as exportações. Os Emirados Árabes Unidos, em particular, obtiveram grande sucesso ao transportar barris utilizando petroleiros de apoio que navegavam "no escuro", ou seja, com seus transponders desligados. Os Emirados Árabes Unidos informaram à OPEP que aumentaram sua produção de petróleo bruto para 3,8 milhões de barris por dia em junho, um avanço de 1,71 milhão de barris por dia em relação a maio, segundo um relatório mensal obtido pela Bloomberg na segunda-feira. O aumento ocorreu após o país encontrar alternativas para contornar os impactos do conflito com o Irã e ampliar sua produção depois de deixar o grupo de produtores. O conflito também deu sinais de estar se expandindo para além do Estreito de Ormuz. As defesas aéreas da Arábia Saudita interceptaram mísseis balísticos lançados pelos houthis do Iêmen contra a região sul do país, informou a emissora Alekhbariya, citando um porta-voz do Ministério da Defesa. Mais cedo, os houthis afirmaram que um ataque aéreo saudita atingiu o Aeroporto Internacional de Sanaa e prometeram retaliar, abrindo uma nova frente potencial no conflito. Em outra frente, Trump apoiará um projeto de lei de sanções contra a Rússia, originalmente defendido pelo falecido senador Lindsey Graham, segundo um funcionário da Casa Branca que falou sob condição de anonimato. A medida retomaria os esforços para punir compradores de petróleo e gás natural russos e aumentaria a pressão sobre o Kremlin para encerrar a guerra na Ucrânia.