O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou ordens executivas nesta segunda-feira para reduzir duas áreas protegidas nacionais em Utah para menos de um décimo de seu tamanho atual. Centenas de milhares de hectares de terras anteriormente protegidas agora estarão abertas para extração de combustíveis fósseis e mineração. A medida faz parte de uma série de decisões do governo Trump para revogar leis que protegem ecossistemas. Trump assinou as ordens na Casa Branca, cercado por autoridades republicanas, incluindo o governador de Utah e dois senadores, que afirmaram que a decisão é uma correção há muito esperada da intervenção federal excessiva. "Estamos fazendo algo muito drástico e muito importante para o povo de Utah e para o povo do nosso país", disse Trump. O Parque Nacional Grand Staircase-Escalante, rico em fósseis, abrange uma área de aproximadamente 769.000 acres. O Parque Nacional Bear Ears compreende 546.325 acres. “Essas designações de monumentos [áreas protegidas, neste caso] devem abranger a menor área possível para proteger antiguidades, e esses monumentos de milhões de acres, maiores que o estado de Delaware, certamente não se encaixam nessa definição”, disse o governador de Utah, Spencer Cox. Durante seu primeiro mandato, em 2017, Trump reduziu o tamanho de ambas as áreas protegidas. Seu sucessor, o ex-presidente Joe Biden, restaurou-as ao tamanho original em 2021. Com a nova decisão, o Monumento Nacional Grand Staricase-Escalante foi reduzido em 91% e o Monumento Nacional Bear Ears em 90%. As ordens listam uma série de minerais críticos e reservas de energia que, segundo eles, são vitais para a independência de recursos dos EUA e para a segurança nacional. Litoral oeste do Canadá, conhecido como "Galápagos do Norte", está servindo de exemplo global para outras áreas de preservação marinha 1 de 6 Região, que abriga uma rica biodiversidade, tornou-se a maior Área Marinha Protegida do Canadá — Foto: Patrick T. Fallon / AFP 2 de 6 Região, que abriga uma rica biodiversidade, tornou-se a maior Área Marinha Protegida do Canadá — Foto: Patrick T. Fallon / AFP X de 6 Publicidade 6 fotos 3 de 6 Região, que abriga uma rica biodiversidade, tornou-se a maior Área Marinha Protegida do Canadá — Foto: Patrick T. Fallon / AFP 4 de 6 Região, que abriga uma rica biodiversidade, tornou-se a maior Área Marinha Protegida do Canadá — Foto: Patrick T. Fallon / AFP X de 6 Publicidade 5 de 6 Região, que abriga uma rica biodiversidade, tornou-se a maior Área Marinha Protegida do Canadá — Foto: Patrick T. Fallon / AFP 6 de 6 Região, que abriga uma rica biodiversidade, tornou-se a maior Área Marinha Protegida do Canadá — Foto: Patrick T. Fallon / AFP X de 6 Publicidade Região, que abriga uma rica biodiversidade, tornou-se a maior Área Marinha Protegida do Canadá Para os tribunais Na sexta-feira, o governo finalizou uma regra que restringe a definição de “dano” na Lei de Espécies Ameaçadas de Extinção (ESA, na sigla em inglês) para excluir “alteração ou degradação significativa do habitat”. Ambientalistas afirmam que essa medida poderia, na prática, abrir caminho para a destruição generalizada de habitats naturais. Para os oponentes de Trump, a medida relativa às áreas protegidas de Utah viola a Lei de Antiguidades de 1906, que permite aos presidentes declarar monumentos nacionais. "É cristalino: a linguagem da lei dá ao presidente o poder de criar monumentos nacionais", disse Thomas Delehanty, advogado da Earthjustice, à AFP. "Mas não inclui o poder correspondente de reduzir ou eliminar monumentos nacionais. Em vez disso, somente o Congresso pode fazer isso aprovando uma nova lei", acrescentou. Mas o Departamento de Justiça emitiu um parecer no ano passado afirmando que os presidentes podem não apenas reduzir o tamanho dessas áreas, mas também extingui-las. A Earthjustice processou o governo Trump em nome de grupos ambientalistas por essa questão. Delehanty disse que estão preparados para retomar esse processo ou iniciar um novo. Enquanto isso, Utah tem um processo pendente contestando a restauração de áreas protegidas feita durante o governo Biden.
Trump reduz em mais de 90% áreas protegidas em estado americano e abre caminho para exploração mineral
Durante primeiro mandato, em 2017, Trump reduziu tamanho de ambas áreas protegidas; seu sucessor, o ex-presidente Joe Biden, restaurou-as ao tamanho original em 2021










