Objetivo é contornar a decisão do carlista de pedir voto para o goiano no primeiro turno, em um cenário no qual senador enfrenta dificuldade para fechar alianças no Nordeste 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Bolsonaristas da Bahia utilizam críticas de Caiado a Flávio para pressionar ACM Neto por palanque — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo, Pablo Jacob / Agência O Globo e Cristiano Mariz/Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/07/2026 - 17:11 Bolsonaristas pressionam ACM Neto para apoiar Flávio Bolsonaro na Bahia Bolsonaristas na Bahia usam críticas de Ronaldo Caiado a Flávio Bolsonaro para pressionar ACM Neto a apoiar o senador na corrida presidencial. A estratégia visa reverter a decisão de ACM de apoiar Caiado no primeiro turno, num cenário em que Flávio enfrenta dificuldades para formar alianças no Nordeste. Internamente, há um acordo para que ACM apoie Caiado, mas considere aliança com Flávio num possível segundo turno contra Lula. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Integrantes do PL baiano utilizam críticas do presidenciável Ronaldo Caiado (PSD) ao senador Flávio Bolsonaro para pressionar o pré-candidato ao governo da Bahia ACM Neto (União) a apoiar o filho de Jair Bolsonaro na corrida pelo Planalto. O objetivo é contornar a decisão do ex-prefeito de Salvador de pedir voto para Caiado no primeiro turno, em um cenário no qual Flávio enfrenta dificuldade para fechar palanques no Nordeste. Nos bastidores, há um acordo entre a equipe de ACM e os dirigentes do PL sobre a eleição baiana. Foi decidido que ACM apoiaria Caiado em um primeiro turno, mas haveria a possibilidade de uma união com Flávio no caso de um segundo turno do senador contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O PT tem o atual governador Jerônimo Rodrigues como candidato à reeleição — pesquisas recentes mostram um cenário de empate técnico entre o petista e o ex-prefeito de Salvador. No entanto, membros do diretório baiano do PL tentam formalizar um palanque para Flávio já no primeiro turno e resgataram falas recentes de Caiado contra o senador. Em uma publicação feita no X na semana passada, o goiano escreveu que "o barco está afundando e os aliados já começaram a pular fora" ao comentar uma matéria jornalística que dizia que o União Brasil e o Progressistas não devem apoiar o candidato do PL na corrida presidencial. Já em entrevista à CNT, também na semana passada, Caiado disse que Lula cuida de Flávio como se fosse “um peru de Natal”. Raíssa Soares, que disputou o Senado em 2022 e é pré-candidata à Câmara neste ano, afirma que o goiano “parece gastar mais energia tentando atacar a família Bolsonaro do que enfrentando Lula”. — Caiado comparou Flávio a um “peru de Natal” que Lula estaria cuidando para o segundo turno. É assim que o candidato de alguns revela sua prioridade: atacar o legado de Bolsonaro, em vez de enfrentar o PT de verdade — afirma Soares. Até o momento, aliados apostam na vinculação com João Roma, pré-candidato ao Senado, para fortalecer a campanha de Flávio na Bahia. O presidente estadual do PL compõe a chapa de ACM Neto. Estratégia eleitoral Como forma de evitar a nacionalização do debate estadual, ACM Neto vem intensificando ataques contra Jerônimo, sobretudo nos campos da economia e do combate à criminalidade. O ex-prefeito de Salvador afirma que a gestão petista “perdeu o controle da segurança pública” na Bahia. Especialistas ouvidos pelo GLOBO avaliam que o posicionamento de ACM Neto deriva da avaliação de que a nacionalização do debate a partir do bolsonarismo não compensa eleitoralmente no Nordeste. A rodada mais recente da pesquisa Genial/Quaest na Bahia, de abril, mostrou ACM Neto e Jerônimo empatados tecnicamente na disputa de primeiro turno. O representante do carlismo aparece com 41% das intenções de voto, enquanto o petista alcança 37%. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.
Bolsonaristas da Bahia utilizam críticas de Caiado a Flávio para pressionar ACM Neto por palanque
Objetivo é contornar a decisão do carlista de pedir voto para o goiano no primeiro turno, em um cenário no qual senador enfrenta dificuldade para fechar alianças no Nordeste






