Ex-prefeito de Salvador optou por estar junto do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado na disputa presidencial 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O senador Flávio Bolsonaro (PL) e o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) — Foto: Brenno Carvalho / Agência O Globo e Pablo Jacob / Agência O Globo RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/06/2026 - 21:51 Flávio Bolsonaro enfrenta resistência e divisões no PL da Bahia Flávio Bolsonaro enfrenta desafios na Bahia devido à falta de apoio formal de ACM Neto, ex-prefeito de Salvador, à sua campanha presidencial, o que gerou divisão no PL estadual. Neto optou por apoiar Ronaldo Caiado no 1º turno, mas há possibilidade de união com Flávio no 2º turno. O PT, com Jerônimo Rodrigues, mostra empate técnico com Neto. Resistência interna no PL pressiona por apoio imediato a Flávio. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A ausência de um apoio formal do pré-candidato do União Brasil ao governo da Bahia, ACM Neto, à campanha de Flávio Bolsonaro ao Planalto abriu uma cisão no PL estadual e virou desafio extra para o senador em um estado que vem dando vitórias amplas a Lula e ao PT. Em resposta, integrantes do partido no estado resistem à possibilidade de pedir votos para o ex-prefeito de Salvador, que optou por estar junto do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) na disputa presidencial. Há um acordo entre a equipe de ACM Neto e os dirigentes do PL sobre a eleição baiana. Foi decidido que o ex-prefeito apoiaria Caiado no primeiro turno, mas haveria a possibilidade de uma união com Flávio em eventual segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O PT tem o atual governador Jerônimo Rodrigues como candidato à reeleição — pesquisas recentes mostram um cenário de empate técnico entre o petista e o ex-prefeito de Salvador. Há, no entanto, uma ala no partido que ainda pressiona o ex-prefeito a apoiar Flávio já no primeiro turno, diante da dificuldade do senador de consolidar palanques no Nordeste. O grupo contraria um pedido feito pela própria família Bolsonaro. Em maio, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) confirmou apoio a ACM Neto e disse que não adiantaria “torcer o nariz” para a decisão. ‘Não é automático’ Nesta semana, Flávio foi a um evento do agronegócio no estado, onde busca um crescimento nas intenções de voto. A feira não contou com a participação de ACM Neto, que tenta evitar a nacionalização da disputa. Raíssa Soares (PL), que disputou o Senado em 2022 e é pré-candidata à Câmara neste ano, afirma que o apoio da direita a ACM Neto “não é automático”. Conhecida pela defesa do tratamento precoce durante a pandemia de Covid-19, a médica defende que a “libertação” da Bahia dos governos petistas “está a um diálogo de distância”: — A vinda de Flávio Bolsonaro à Bahia mostrou que existe uma direita viva, mobilizada e pronta para entrar nessa batalha. Se ACM Neto quer o nosso apoio, precisa entender que apoio não é automático e que essa base não vai entrar numa campanha sem diálogo. Já o deputado estadual Diego Castro (PL) avalia que a agenda de Flávio Bolsonaro no estado nesta semana “deixou o recado” de que “existe uma direita organizada no Nordeste, com força nas ruas e disposição para enfrentar o PT”: — Acredito que ACM Neto tenha observado o quanto essa base está empenhada em vencer o nosso adversário comum. Por outro lado, o apoio à candidatura do ex-prefeito de Salvador, na atual configuração, é defendido pelo presidente estadual do PL, João Roma. O ex-ministro da Cidadania do governo Bolsonaro integra a chapa de ACM Neto, em uma das vagas para o Senado. Integrantes da chapa de ACM Neto reagiram às críticas de membros do PL após a resistência de parte da sigla ter sido revelada pelo GLOBO. O ex-prefeito de Jequié e pré-candidato a vice Zé Coca (PP) defendeu que o debate eleitoral no estado não seja nacionalizado. — A gente não precisa polarizar essa eleição nacional aqui na Bahia. O debate é Neto e Jerônimo. Claro que vai se discutir daqui a uns dias quem será o apoio, como é que será essa discussão. Tem Flávio, Caiado, Zema. Mas, precisamos agora é mostrar que Jerônimo não fez o que prometeu — disse Zé Coca ontem, em evento voltado ao agronegócio. João Roma, por sua vez, desconversou ao ser questionado por jornalistas no mesmo evento. Sem o apoio de ACM Neto, o partido conta com o pré-candidato ao Senado como palanque para Flávio na Bahia. — O próprio Flávio Bolsonaro falou com muita clareza: “vamos para as ruas mudar a Bahia e mudar o Brasil”. Nós estamos juntos, conectados, e nós queremos sim um Brasil melhor. Procurada, a equipe de campanha de ACM Neto não retornou.
Sem palanque, Flávio Bolsonaro enfrenta desafio na Bahia, e PL racha sobre apoio à campanha de ACM Neto
Ex-prefeito de Salvador optou por estar junto do ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado na disputa presidencial






