O publicitário Thiago Miranda, investigado pela Polícia Federal sob suspeita de coordenar ataques ao Banco Central a mando de Daniel Vorcaro, do Banco Master, informou nesta segunda-feira (13) que está encerrando as atividades de sua empresa, a agência Mithi, e irá tirar um período sabático.

"Estou cansado. Foram dez anos ininterruptos, vivendo a agência 24 horas por dia, sem parar. Agora, quero aproveitar um ano sabático antes de pensar no meu próximo negócio. Estou bem, feliz e profissionalmente realizado", diz Miranda em nota divulgada nas redes sociais.

A nota afirma também que Miranda liderou estratégias para nomes influentes da política ao longo da última década, esteve nos bastidores de "algumas das maiores crises do Brasil e do mundo" e está encerrando "um dos ciclos mais marcantes da comunicação brasileira".

O anúncio ocorre poucos dias após uma operação de busca e apreensão da PF contra Miranda, contratado para o projeto de gestão de crise de Vorcaro. A PF apreendeu celulares e equipamentos eletrônicos utilizados pelo publicitário em sua residência. Ele nega qualquer irregularidade.

A PF afirmou que a operação contra Miranda investiga a ação coordenada em redes sociais para, em tese, comprometer a credibilidade da atuação do BC. Contratos com influenciadores que atacaram a autarquia e os investigadores do caso Master, firmados pela agência Mithi, chegavam a R$ 8 milhões.