Empresário afirma que empresa encerra atividades após dez anos e fala em "novo ciclo" 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, e o empresário Thiago Miranda, dono da Agência Mithi — Foto: Ana Paula Paiva/Valor e Reprodução RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/07/2026 - 18:08 Thiago Miranda fecha agência MiThi após Operação da PF investigar esquema com influenciadores Thiago Miranda anunciou o fechamento da agência MiThi dias após ser alvo de mandados da PF na Operação Compliance Zero, que investiga defesa de interesses do Banco Master nas redes. Miranda afirmou que o encerramento, após dez anos, marca "um novo ciclo", sem mencionar a investigação. Sua agência cumprirá obrigações de transição. A PF aponta Miranda como articulador do "Projeto DV", que contratava influenciadores para conteúdo pró-banco e crítico ao Banco Central. A defesa nega irregularidades. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Dias depois de ser alvo da 10ª fase da Operação Compliance Zero, que investiga uma suposta estrutura montada para defender interesses do Banco Master nas redes sociais, o empresário Thiago Miranda anunciou nesta segunda-feira o encerramento das atividades da agência MiThi, empresa de comunicação da qual é fundador. Em publicação nas redes sociais, Miranda afirmou que, "depois de uma década de muito trabalho, desafios e conquistas", decidiu encerrar as atividades da empresa para iniciar "um novo ciclo" profissional. O empresário agradeceu a clientes, amigos e parceiros, sem fazer qualquer referência à operação conduzida pela Polícia Federal. "Sou profundamente grato a todos os clientes, amigos e parceiros que fizeram parte dessa trajetória e confiaram no nosso trabalho ao longo desses anos", escreveu. A postagem foi acompanhada de uma nota oficial em que a MiThi informa que encerra suas operações após dez anos de atuação no mercado de comunicação e branding. O texto afirma que a decisão decorre de uma "reorganização estratégica" e que a empresa cumprirá normalmente suas obrigações de transição com clientes e parceiros. A nota também não menciona a investigação da PF. O anúncio ocorre quatro dias após Miranda ter sido alvo de mandados de busca e apreensão autorizados pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da investigação sobre o Banco Master. A Polícia Federal passou a apontá-lo como um dos articuladores do chamado "Projeto DV", iniciativa que, segundo a corporação, contratava influenciadores digitais para publicar conteúdos favoráveis ao banco e críticos ao Banco Central após a liquidação da instituição. Segundo a decisão de Mendonça, a PF também atribui a Miranda participação na tentativa de levantar informações sobre jornalistas e outros personagens considerados adversários dos interesses de Daniel Vorcaro, fundador do Master. Em depoimento prestado anteriormente, o empresário admitiu ter coordenado a contratação de influenciadores, mas afirmou que sua atuação se restringia à prestação de um serviço de gestão de crise. Na ocasião da operação, a defesa de Thiago Miranda negou a prática de qualquer irregularidade e afirmou que o empresário sempre atuou dentro da legalidade, sustentando que a existência da investigação não autoriza conclusões antecipadas sobre sua responsabilidade.