PUBLICIDADE Preços haviam desacelerado em maio. No ano, país já acumula alta de 129,8% 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Torres parcialmente desabadas e gravemente danificadas após os terremotos na Venezuela: tragédia agrava inflação — Foto: Adriana Loureiro Fernandez/NYT RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/07/2026 - 23:04 Inflação na Venezuela Dispara para 13,8% em Meio a Crise Sísmica A inflação na Venezuela mais que dobrou em junho, alcançando 13,8%, após desacelerar em maio. O aumento agrava as dificuldades das famílias afetadas pelos terremotos de 24 de junho, que deixaram 4.561 mortos. Com alta anual acumulada de 129,8%, o governo interino de Delcy Rodríguez enfrenta desafios na contenção inflacionária e reconstrução. Esforços incluem ajuste na taxa cambial e injeção de dólares no mercado, mas a incerteza persiste. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO A inflação mensal da Venezuela mais que dobrou em junho, agravando as dificuldades das famílias que já enfrentavam a devastação provocada pelos dois terremotos que atingiram o país em 24 de junho. A inflação chegou a 13,8% no mês passado, após ter desacelerado para 6,3% em maio, mostram dados do banco central do país. A aceleração complica os esforços de reconstrução da presidente interina Delcy Rodríguez e representa um revés para a estratégia de seu governo de conter a inflação por meio da estabilização da moeda local. Os preços ao consumidor acumulam alta de 129,8% neste ano. O salto da inflação agrava ainda mais o sofrimento de milhares de famílias desalojadas pelo desastre. Muitos venezuelanos estão dormindo em ruas, escolas, igrejas e estádios, enquanto o governo, com apoio internacional, corre para implementar planos emergenciais de moradia. O governo interino de Rodríguez tem buscado reduzir a diferença entre a taxa de câmbio oficial e a do mercado paralelo por meio da venda de dólares pelo banco central, medida viabilizada depois que os Estados Unidos autorizaram o acesso a parte da receita das exportações de petróleo da Venezuela. A estratégia é especialmente importante em um país que importa grande parte do que consome, inclusive alimentos básicos. Cerca de US$ 7 bilhões foram injetados no mercado desde janeiro, segundo estimativas do setor privado. O governo também permitiu uma desvalorização mais rápida da taxa de câmbio oficial. A diferença entre a cotação oficial e a do mercado paralelo caiu de 36% para 15% entre 9 de junho e 10 de julho, de acordo com a consultoria local Sintesis Financiera. "No entanto, a diferença voltou a aumentar após os terremotos devido a uma combinação de incerteza no período pós-desastre e da continuidade da forte demanda por moeda estrangeira", afirmou Tamara Herrera, diretora da Sintesis Financiera. "A aceleração da inflação em junho era inevitável."
Terremoto faz inflação disparar na Venezuela: índice mais que dobrou, chegando a 13,8% em junho
Preços haviam desacelerado em maio. No ano, país já acumula alta de 129,8%








