Governo britânico afirma que grupo ligado a Teerã esteve por trás de ações contra comunidades judaicas, jornalistas e interesses israelenses 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Manifestantes seguram cartazes durante uma marcha no centro de Londres, em 21 de janeiro de 2023, contra o Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), enquanto prosseguem os protestos contra o regime iraniano — Foto: JUSTIN TALLIS / AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/07/2026 - 15:16 Reino Unido Propõe Classificar Guarda Revolucionária do Irã como Terrorista O Reino Unido ligou o Irã a ataques antissemitas na Europa e propôs uma lei para classificar a Guarda Revolucionária Islâmica como terrorista. A ação visa combater ameaças estrangeiras, envolvendo também o HAYI e o Corpo de Voluntários russo. A medida surge em meio a denúncias de ataques a comunidades judaicas, com apoio de grupos criminosos e aliados do Irã, aumentando a segurança nacional. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO O governo do Reino Unido vinculou, nesta segunda-feira, o Irã a uma série de ataques contra comunidades judaicas na Europa e anunciou uma nova legislação que poderá enquadrar a Guarda Revolucionária Islâmica como uma organização terrorista. Segundo Londres, um grupo ligado a Teerã esteve por trás de ações contra alvos judaicos, interesses israelenses e jornalistas em diversos países europeus nos últimos meses. A medida faz parte do esforço do governo britânico para ampliar os instrumentos de combate a ameaças estrangeiras. A nova lei, que será submetida ao Parlamento nesta semana, também inclui o Movimento dos Companheiros da Mão Direita do Islã (Harakat Ashab al Yamin al Islamiyya, ou HAYI) e o chamado Corpo de Voluntários, uma rede ligada ao serviço de inteligência militar da Rússia (GRU). — Jamais permitiremos que a Grã-Bretanha se torne um playground para Estados que desejam espalhar medo, divisão e violência em nossas ruas — afirmou o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer. Segundo o governo, qualquer pessoa condenada por apoiar ou auxiliar organizações enquadradas pela nova legislação poderá enfrentar penas de até 14 anos de prisão. As autoridades britânicas afirmam que a Guarda Revolucionária, tradicionalmente voltada para perseguir opositores do regime iraniano, passou a adotar uma postura mais agressiva após o início da guerra envolvendo Irã, Israel e EUA. Embora o Reino Unido tenha participado de operações defensivas durante o conflito, Londres avalia que isso não impediu ações de retaliação iranianas contra comunidades judaicas no país e em outras partes da Europa. Ataques contra comunidades judaicas De acordo com o Ministério do Interior britânico, o HAYI reivindicou a autoria de sete ataques realizados entre março e maio contra locais ligados à comunidade judaica, interesses israelenses e o veículo de comunicação Iran International, emissora em língua persa crítica ao governo iraniano. Entre os episódios atribuídos ao grupo estão um ataque contra ambulâncias pertencentes a um serviço voluntário de emergência judaico em Londres e explosões em escolas judaicas e nas proximidades de sinagogas na Bélgica e na Holanda. As ações aumentaram o temor entre comunidades judaicas europeias, que já enfrentavam uma escalada de casos de antissemitismo. O governo britânico afirmou ainda que Teerã utiliza grupos criminosos para executar "as ordens do regime no exterior", recorrendo a intermediários para recrutar e organizar os ataques. As acusações também se baseiam em investigações conduzidas pelos EUA. Em maio, promotores federais americanos acusaram Mohammad Baqer Saad Dawood al-Saadi, comandante da milícia iraquiana Kataib Hezbollah — aliada da Guarda Revolucionária —, de liderar uma campanha de ataques contra interesses americanos e israelenses na Europa e no Canadá. Segundo a acusação, Al-Saadi planejou pelo menos 20 operações desde o fim de fevereiro. Ele foi preso na Turquia e entregue às autoridades americanas, mas se declarou inocente. Os promotores também o acusam de planejar ataques contra alvos judaicos nos EUA, incluindo uma sinagoga em Nova York. De acordo com a denúncia, ele afirmou em uma conversa gravada secretamente que esteve por trás de dois ataques realizados no Canadá, contra o consulado americano em Toronto e uma sinagoga. Nova lei de segurança O governo britânico atribuiu as operações na Europa à Força Quds, unidade de elite da Guarda Revolucionária responsável por coordenar grupos aliados do Irã em diferentes regiões do Oriente Médio. A força ganhou notoriedade internacional sob o comando do general Qassem Soleimani, morto pelos EUA em um ataque realizado no Iraque em 2020. A nova legislação britânica ampliará os poderes das autoridades para combater terrorismo e ameaças estrangeiras, criando novos instrumentos de investigação e punição. Caso seja aprovada pelo Parlamento, será a primeira vez que organizações serão formalmente enquadradas sob a Lei de Segurança Nacional de 2026. Segundo o governo britânico, o Corpo de Voluntários, rede que também está na mira da nova lei, inclui remanescentes do antigo Grupo Wagner, organização mercenária que atuou em conflitos na Ucrânia, Síria e países africanos. A Guarda Revolucionária já havia sido alvo de sanções britânicas anteriormente, mas o novo enquadramento permitiria ao governo impor restrições mais amplas e aplicar penas mais severas contra indivíduos ou organizações que mantenham vínculos com o grupo. (Com New York Times e AFP)
Reino Unido liga Irã a ataques antissemitas e prepara lei para classificar Guarda Revolucionária como organização terrorista
Governo britânico afirma que grupo ligado a Teerã esteve por trás de ações contra comunidades judaicas, jornalistas e interesses israelenses










