Governo britânico tem demonstrado preocupação com o uso de organizações criminosas ou criminosos de menor escalão para realizar vigilância, sabotagem ou outras atividades em seu nome O Comandante-em-Chefe da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), Ahmad Vahidi, participa de uma cerimônia pública de despedida para prestar suas homenagens ao falecido Líder Supremo, Aiatolá Ali Khamenei, morto em 28 de fevereiro em ataques aéreos israelenses e americanos, no Grande Palácio Imam Khomeini, em Teerã, Irã, em 5 de julho de 2026 — Foto: REUTERS/Alkis Konstantinidis O Reino Unido proibiu nesta segunda-feira o apoio à Guarda Revolucionária do Irã e a um grupo ligado à organização, após uma série de ataques antissemitas, recorrendo a novos poderes legais criados para impedir o uso de grupos que atuam como representantes de Estados estrangeiros. O governo e os serviços de inteligência britânicos têm demonstrado preocupação crescente com o uso, por potências estrangeiras, de organizações criminosas ou criminosos de menor escalão para realizar vigilância, sabotagem ou outras atividades em seu nome. A medida foi tomada após ataques contra locais ligados à comunidade judaica em Londres, incluindo o incêndio de quatro ambulâncias pertencentes à comunidade. "Esses novos poderes facilitarão processar e prender qualquer pessoa que faça o trabalho sujo deles aqui no Reino Unido", afirmou o primeiro-ministro Keir Starmer em comunicado. O Reino Unido disse ter identificado atividades ligadas à Guarda Revolucionária envolvendo ameaças à vida e intimidação em território britânico, afirmando que a organização utiliza grupos intermediários para promover os objetivos do Estado iraniano no exterior. Segundo o governo, a Guarda Revolucionária "quase certamente" dirigia outro grupo, o Movimento Islâmico dos Companheiros da Direita, que, segundo Londres, reivindicou sete ataques contra locais no Reino Unido ligados às comunidades judaica e israelense, além de veículos de comunicação em língua persa. O Irã, que está em guerra com os Estados Unidos e Israel, já negou anteriormente utilizar grupos intermediários. A embaixada iraniana em Londres não respondeu de imediato a um pedido de comentário da Reuters sobre a decisão do governo britânico. Os novos poderes, semelhantes ao mecanismo de proscrição de organizações, buscam preencher uma lacuna na legislação relativa a grupos vinculados a Estados estrangeiros e tornam ilegal demonstrar apoio a essas organizações. Caso as designações sejam aprovadas pelo Parlamento, a polícia e os serviços de inteligência terão novos poderes para combater ameaças ligadas aos grupos e poderão aplicar novos tipos penais. Qualquer pessoa envolvida em atos de sabotagem em nome de organizações designadas poderá ser condenada à prisão perpétua. O Reino Unido também incluiu na lista o braço de voluntários do serviço de inteligência militar russo, o GRU, com base nos novos poderes. Segundo o governo, a Rússia combina capacidades militares convencionais com "forças irregulares e de difícil atribuição" para projetar poder no exterior e enfraquecer a segurança da Europa e da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). A Rússia não comentou imediatamente a decisão.
Reino Unido proíbe apoio à Guarda Revolucionária do Irã após ataques antissemitas
Governo britânico tem demonstrado preocupação com o uso de organizações criminosas ou criminosos de menor escalão para realizar vigilância, sabotagem ou outras atividades em seu nome










