Ação sustenta que a operação prejudicaria a concorrência na distribuição de filmes e no licenciamento de canais de TV por assinatura, e representa maior obstáculo jurídico para a transação 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 Torre de água com o símbolo da Paramount no Paramount Studios, em Los Angeles — Foto: Mario Tama/Getty Images via Bloomberg RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 13/07/2026 - 14:29 Estados Unidos: 12 estados processam fusão de Paramount e Warner Bros. Doze estados americanos, liderados pela Califórnia, entraram com uma ação judicial contra a fusão de US$ 110 bilhões entre Paramount e Warner Bros. Discovery. A ação alega que a operação prejudicaria a concorrência, aumentando preços e reduzindo opções para consumidores. A fusão resultaria em um controle significativo do mercado de filmes e TV, sendo contestada por profissionais de Hollywood e autoridades europeias. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Um grupo de 12 estados americanos entrou com uma ação judicial contra a Paramount Skydance nesta segunda-feira, buscando impedir sua proposta de US$ 110 bilhões para adquirir a Warner Bros. Discovery, alegando que o meganegócio em Hollywood resultaria em preços mais altos e menos opções de filmes e programas de televisão para os consumidores. A ação antitruste, apresentada em um tribunal federal da Califórnia, sustenta que a operação prejudicaria a concorrência na distribuição de filmes e no licenciamento de canais de TV por assinatura. A Califórnia e outros 11 estados governados por procuradores-gerais democratas aderiram ao processo, criando o maior obstáculo jurídico para a transação depois que, em junho, o governo Trump aprovou o negócio sem impor condições. “Após essa fusão, de cada dólar gerado por filmes de amplo lançamento nos cinemas e por canais básicos de TV por assinatura neste país, a empresa combinada ficará com mais de um quarto”, afirmam os estados na petição inicial. “Em resumo, essa fusão criaria um gigante da mídia.” Em nota, a Paramount disse que o processo “era errado tanto em relação aos fatos quanto à fundamentação jurídica” e que defenderia enfaticamente o negócio nos tribunais. “Esta fusão vai criar uma companhia capaz de investir mais agressivamente em conteúdo premium, lançamentos nos cinemas e talento criativo no momento em que esses investimentos importam cada vez mais”, disse a empresa. O acordo uniria dois dos cinco maiores estúdios de cinema dos Estados Unidos, dando à empresa resultante o controle de 27% do mercado de filmes lançados em ampla escala nos cinemas, segundo a ação judicial. A Warner Bros. e a Paramount também passariam a controlar mais de 30% dos blockbusters previstos — filmes de grande lançamento com elevados orçamentos de produção. Após a fusão, apenas quatro empresas controlariam mais de 90% desse mercado: a nova companhia, juntamente com a Walt Disney, a Universal e a Sony Pictures. O negócio também prejudicaria o mercado de canais de televisão vendidos a operadoras de TV a cabo e por satélite, segundo a ação judicial. O acordo uniria a segunda e a terceira maiores empresas desse mercado, reunindo mais de 50 canais de notícias, esportes, entretenimento geral, programação infantil e familiar e conteúdo de estilo de vida, o que daria à empresa combinada uma participação de 27% da audiência, afirma o processo. Embora o presidente da Paramount, David Ellison, tenha prometido produzir 30 filmes por ano para lançamento nos cinemas e aumentar a produção de programas de televisão, os estados argumentam que esse compromisso não é juridicamente vinculante. Eles também observam que a Warner Bros. já havia deixado de cumprir metas de lançamentos de filmes anunciadas publicamente para 2023 e 2024. A ação judicial frustra os planos da Paramount de concluir a fusão antes do fim de setembro, quando a empresa passará a pagar taxas aos acionistas da Warner Bros. em razão do atraso na conclusão da operação. “A fusão ilegal desses dois gigantes do entretenimento levaria a preços mais altos, menor qualidade e menos conteúdo para cinema e televisão, prejudicando salas de cinema, distribuidoras de TV por assinatura e, em última instância, o público”, afirmou o procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, em comunicado. “Os Estados Unidos não têm reis, nem no governo nem na economia.” Se for concluída, a operação deixará David Ellison, filho do cofundador da Oracle, Larry Ellison, no comando de duas importantes redes de notícias: CBS e CNN. A empresa resultante também controlará dois dos maiores serviços de streaming, Paramount+ e HBO Max. A Paramount superou a Netflix na disputa pelo negócio após uma longa guerra de ofertas. O acordo enfrenta forte oposição de democratas em Washington e de muitos profissionais de Hollywood. Atores, diretores, produtores e roteiristas argumentam que a fusão resultará em menos empregos, custos de produção mais elevados e menos opções para o público. A autoridade antitruste da União Europeia também está analisando a transação e deve anunciar sua decisão ainda neste mês.
Acordo entre Paramount e Warner é contestado pela Califórnia e 11 outros estados americanos
Ação sustenta que a operação prejudicaria a concorrência na distribuição de filmes e no licenciamento de canais de TV por assinatura, e representa maior obstáculo jurídico para a transação














