Elizabeth Warren quer saber se banqueiro recebeu conselhos do criminoso sexual enquanto fazia lobby contra um imposto do Reino Unido sobre bônus A senadora americana Elizabeth Warren enviou uma carta a Jamie Dimon solicitando esclarecimentos sobre a extensão do relacionamento do J.P. Morgan Chase com Jeffrey Epstein e o conhecimento do CEO do maior banco dos Estados Unidos sobre esses vínculos. Warren, a principal democrata na Comissão de Bancos do Senado, escreveu a Dimon na semana passada para questioná-lo se ele havia recebido conselhos de Epstein enquanto fazia lobby contra um imposto do Reino Unido sobre bônus de banqueiros. A carta fazia referência a mensagens publicadas nos arquivos de Epstein — trocadas entre Peter Mandelson, ex-embaixador britânico nos Estados Unidos, e o falecido criminoso sexual — nas quais eles discutem a possibilidade de Dimon ligar para o então ministro das Finanças do Reino Unido, Alistair Darling. "Esses e-mails que vieram à tona novamente e as reportagens relacionadas levantam questões sérias sobre a extensão do relacionamento do banco com Epstein e o seu conhecimento sobre esses vínculos", escreveu Warren na carta. O J.P. Morgan afirmou em comunicado que Dimon nunca se encontrou com Epstein e "não esteve envolvido em nenhuma decisão sobre a conta dele". O CEO do J.P. Morgan conversa regularmente com ministros das Finanças sobre esses assuntos, e qualquer sugestão de que ele tenha recebido conselhos de Epstein é falsa, disse o banco. Warren solicitou mais respostas do banco até, no máximo, 24 de julho. O Financial Times noticiou a carta anteriormente. Epstein foi cliente do J.P. Morgan entre 1998 e 2013. Em 2023, o banco concordou em pagar US$ 290 milhões às vítimas para encerrar alegações de que havia ignorado sinais de alerta para manter Epstein como cliente. Jamie Dimon, CEO do J.P. Morgan — Foto: Nathan Howard/Bloomberg