Novos ataques na região do Estreito de Ormuz elevam os preços do petróleo e os rendimentos dos Treasuries Placa de Wall Street — Foto: Michael Nagle/Bloomberg O ajuste de posições no setor de tecnologia, sobretudo em ações de chips e semicondutores, voltou a pressionar as bolsas americanas nesta segunda-feira (13). O cenário geopolítico também alimenta a aversão ao risco e os novos ataques entre Estados Unidos e Irã elevam os preços do petróleo e os rendimentos dos Treasuries. A reação no mercado de câmbio é comparativamente moderada, com o dólar em leve alta frente aos principais pares. O índice Dow Jones caía 0,35%, aos 52.454,57 pontos, próximo às 13h15. O S&P 500 tinha queda de 0,54%, aos 7.534,15 pontos; e o Nasdaq cedia 1,15%, aos 25.980,21 pontos. O setor de tecnologia cedia 1,53%, com ações de chips e semicondutores sob pressão. A sul-coreana SK Hynix recuava 8,73%, depois da estreia na bolsa na sexta-feira. Os EUA e o Irã trocaram novos ataques no fim de semana, com Teerã mirando instalações americanas em países do Golfo. A escalada nas tensões levou Teerã a anunciar o fechamento do Estreito de Ormuz mais uma vez, que atingiu no domingo o menor nível de tráfego em sete semanas. Em resposta, o presidente Donald Trump disse que os Estados Unidos serão os guardiões de Ormuz e que assumirá o seu controle. O republicano também afirmou que restabelecerá os bloqueios aos portos iranianos, embora sem dar mais detalhes sobre um cronograma. O Brent com entrega para setembro tinha alta de 5,12%, cotado a US$ 79,90 por barril, na Intercontinental Exchange (ICE). O WTI com vencimento em agosto subia 5,08%, a US$ 75,04, na New York Mercantile Exchange (Nymex). “Trata-se de uma escalada grave, mais um ato de guerra; portanto, precisamos parar de esperar pelo melhor, e talvez seja necessário considerar retornar a posições remuneradas, ou sair de posições compradas, nos próximos dias, pelo menos até que surjam sinais de progresso nas negociações”, avalia Jordan Rochester, chefe de estratégia de renda fixa, câmbio e commodities para a região da Europa, Oriente Médio e África do Mizuho. O rendimento da T-note de 2 anos subia a 4,258%, de 4,216% do ajuste anterior, e a taxa da T-note de 10 anos avançava a 4,605%, de 4,562%. O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de moedas fortes, tinha alta de 0,17%, aos 101,12 pontos. A sessão conta com poucos direcionadores econômicos, apenas com um discurso do diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central dos Estados Unidos) Christopher Waller durante a tarde. O mercado aguarda a divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI) e o depoimento do presidente da autarquia, Kevin Warsh, ao Congresso americano, ambos amanhã. A perspectiva entre os agentes financeiros é de que o dirigente tentará dar o mínimo possível de indicações sobre o rumo dos juros. “Uma grande preocupação das autoridades do Fed é que a longa série de choques de oferta, que manteve a inflação elevada por um período prolongado, possa representar um risco para as expectativas de inflação”, avalia a equipe de economistas do Goldman Sachs, liderada por David Mericle. Segundo eles, os indicadores de expectativas de inflação apresentaram sinais divergentes, mas, de modo geral, não parecem alarmantes até o momento. O banco espera que, na ausência de uma nova escalada, o choque inflacionário decorrente da guerra provavelmente não terá sido severo ou duradouro o suficiente para desencadear um contágio inflacionário de longo prazo. O cenário-base do Goldman é de uma manutenção dos juros durante o restante do ano.
Tecnologia volta a pressionar bolsas de NY e petróleo sobe com escalada EUA-Irã
Novos ataques na região do Estreito de Ormuz elevam os preços do petróleo e os rendimentos dos Treasuries






