Empresa de 'fast fashion' recebeu a aprovação da Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China para seu IPO na sexta-feira (10) Loja da Shein em Paris — Foto: Reprodução: Nikkei Asia A Shein Global Holdings busca realizar sua listagem em Hong Kong já em agosto, após obter a aprovação do órgão regulador de valores mobiliários da China, segundo pessoas a par do assunto. A empresa de "fast-fashion" pode tentar captar entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões na oferta pública inicial (IPO), disseram as fontes, que pediram para não serem identificadas ao discutir informações confidenciais. O valor final dependerá da avaliação de mercado e do retorno dos investidores, acrescentaram. As discussões estão em andamento, e detalhes como o tamanho da oferta e o cronograma podem mudar, afirmaram as fontes. Um representante da Shein não respondeu a um pedido de comentário. A Reuters noticiou nesta segunda-feira que a Shein tinha uma audiência agendada com a bolsa de valores de Hong Kong para esta quinta-feira. A Shein recebeu a aprovação da Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China para seu IPO em Hong Kong na sexta-feira (10), cerca de um ano após ter protocolado o pedido inicial na bolsa da cidade. Isso abre caminho para que a empresa finalmente estreie nos mercados públicos, após duas tentativas frustradas nos EUA e em Londres. A Shein vinha sofrendo pressão de acionistas para reduzir sua avaliação de mercado para cerca de US$ 30 bilhões — tendo sido avaliada, no passado, em mais de três vezes esse valor —, disseram pessoas a par do assunto no ano passado. Tarifas, o aumento da concorrência com a Temu (controlada pela PDD Holdings) e o escrutínio regulatório também pesaram sobre seus negócios. A Shein transferiu sua sede para Cingapura em 2021 e passou anos minimizando suas raízes chinesas, até mudar os planos de IPO para Hong Kong. Essa decisão foi motivada pela recusa dos reguladores chineses em aprovar uma listagem em Londres, disseram anteriormente pessoas a par do assunto.