Dinâmica do mercado doméstico se assemelha ao comportamento dos Treasuries, mas com intensidade maior Juros futuros acompanham piora do petróleo e têm alta firme — Foto: RDNE/Pexels Na esteira da piora nas tensões entre Estados Unidos e Irã e do salto de 4% dos preços do petróleo, os juros futuros mostram um aumento relevante dos prêmios de risco e se firmam em alta na sessão desta segunda-feira (13). A dinâmica do mercado doméstico se assemelha ao comportamento dos Treasuries, mas com intensidade maior, na medida em que os agentes financeiros também seguem atentos às discussões fiscais no Brasil. Por volta de 13h, a taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 subia de 13,905% no ajuste anterior para 13,915%; a do DI para janeiro de 2028 avançava de 13,855% para 13,93%; a do contrato para janeiro de 2029 escalava de 14,01% para 14,11%; e a do DI para janeiro de 2031 saltava de 14,21% para 14,31%. A dinâmica dos preços do petróleo no mercado internacional segue como o principal ponto de atenção no mercado nesta segunda-feira, na medida em que o Brent volta a se aproximar de US$ 80 por barril. Há, assim, uma piora na percepção de risco inflacionário derivada da escalada do petróleo, que alimenta um aumento dos prêmios ao longo da curva futura de juros. “E isso não é exclusividade nossa”, diz o trader de renda fixa de uma tesouraria, ao apontar para o mercado de juros americano, onde as taxas dos Treasuries também seguem em alta. No horário acima, o retorno da T-note de dois anos subia 4,0 pontos-base (0,04 ponto percentual), ao passar de 4,216% para 4,256%. Em pontos mais longos da curva americana, o rendimento do papel de dez anos também avançava 4,0 pontos-base, ao oscilar de 4,562% para 4,602%. A piora na percepção de risco pega o mercado sem tanta proteção, já que, na sexta-feira, o IPCA de junho muito abaixo do esperado havia criado entre os agentes a sensação de uma abertura de espaço para posições aplicadas em juros, ainda que de forma cautelosa e mais circunscrita aos vértices mais curtos da curva a termo. Alguns assuntos também seguem no radar dos participantes do mercado, ainda que em segundo plano, como a medida provisória (MP) do frete, diante da pressão de caminhoneiros para que a proposta seja incluída na pauta do Senado e seja votada ainda esta semana. Além disso, a possibilidade de aprovação da proposta de emenda constitucional (PEC) dos agentes comunitários de saúde também segue no radar dos participantes do mercado, já que emitiria um sinal negativo em relação à situação fiscal doméstica.