O Porto Sudeste tem condições atualmente de movimentar 50 milhões de toneladas por ano, principalmente de minério de ferro Foto: Divulgação/Porto SudesteA venda de um ex-projeto do empresário Eike Batista, que inclui um terminal portuário no Rio de Janeiro, terá no próximo mês o início de nova fase. Na primeira semana de agosto, começa o período para entrega de propostas vinculantes e quatro grupos devem disputar o negócio. A expectativa é que o negócio seja fechado ainda em 2026.PUBLICIDADEEntre os interessados, de acordo com fontes, estão dois fundos americanos que investem em infraestrutura, a Stonepeak e a I Square Capital, um grupo chinês que investe em infraestrutura e um consórcio liderado pelo Global Infrastructure Partners (GIP), que tem a participação da Vale. A Gerdau também estudou participar desse consorcio, mas desistiu.Os dois ativos - o porto e a mina - são avaliados em US$ 5 bilhões. Mas a venda neste momento deve ser apenas do porto, que entrou em operação em meados de 2015. Os donos dos ativos são a Mubadala Capital, que pertence ao fundo soberano de Abu Dhabi, e a Trafigura, multinacional de commodities.Processo vem de 2024O processo de venda vem sendo desenhado desde 2024, mas começou no segundo semestre de 2025, com vários participantes do mercado, como fundos de infraestrutura, empresas de commodities e mineradoras, recebendo uma carta com a descrição dos ativos e grandes números das operações. Nos primeiros meses de 2026, os interessados enviaram propostas não vinculantes e após a primeira seleção sobraram os quatro concorrentes citados acima. Em seguida, começou a fase de visitas ao Porto Sudeste, que é integrado à Mineração Serra do Ipê, localizada em Brumadinho (MG).Por conta do tamanho e da complexidade dos projetos, há chance de as datas para a entrega das propostas vinculantes serem adiadas, segundo um interlocutor. Como o ativo é complexo e o valor do cheque é alto, os interessados podem precisar de um prazo um pouco maior nas diligências, passo essencial para fazerem as propostas vinculantes.PublicidadeA origem do porto e da mina é a antiga MMX, mineradora criada por Eike Batista, em um projeto que marcou a entrada do Mubadala no Brasil. O empresário vendeu uma participação na holding de suas empresas para a gestora. Quando quebrou, o fundo herdou participações diretas em ativos de Eike, e o Porto Sudeste e o Morro do Ipê foram um desses ativos, em 2014. Na carteira do fundo, esses ativos já passaram do prazo de desinvestimento e, por isso, foi tomada a decisão pela venda.No porto, a capacidade atual é de movimentar 50 milhões de toneladas por ano, principalmente minério de ferro. No entanto, ainda opera com pouco mais de 40% da capacidade instalada.Procurados, Mubadala, I Square, Stonepeak, Trafigura e Vale não comentaram.Esta notícia foi publicada na Broadcast+ no dia 10/07/2026, às 16:08A Broadcast+ é uma plataforma líder no mercado financeiro com notícias e cotações em tempo real, além de análises e outras funcionalidades para auxiliar na tomada de decisão.PublicidadePara saber mais sobre a Broadcast+ e solicitar uma demonstração, acesse.
Ex-projeto de Eike atrai quatro grupos e venda avança para nova fase em agosto
Dois fundos americanos, um grupo chinês e um consórcio estão na briga pelo Porto Sudeste









