Os irmãos do menino de 3 anos morto após ser agredido pelo pai no Rio Grande do Sul eram coagidos a mentir quando levados a hospitais ao serem feridos por atos violentos, diz a delegada Luana Medeiros, que investiga o caso.

"Sempre foram ensinados a mentir, coagidos pelo pai a mentir, a não falar a verdade no hospital. Eles diziam que tinham caído, que estavam bricando, correndo", afirmou a delegada ao "Fantástico", da TV Globo.

O menino morreu na última quarta-feira (8), três dias após ter sido agredido pelo pai. O homem, segundo a polícia, confessou a agressão. A violência teria ocorrido após o menino não ter dado "bom dia" da maneira esperada.

Procurada por e-mail nesta sexta-feira (10), a Defensoria Pública, que representou o suspeito na audiência de custódia realizada no dia 6, informou que continuará atuando no processo caso ele não constitua advogado particular.

A criança foi levada ao hospital pelo próprio pai e transferida para outra cidade pela gravidade dos ferimentos. A equipe hospitalar acionou a Brigada Militar e o homem foi preso em flagrante.