Pleito será o primeiro desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 e ocorre em meio ao desgaste do premier, que enfrenta processo por corrupção e queda de popularidade 0.5x 1x 1.25x 1.5x 2x 00:00 00:00 O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu — Foto: Nathan Howard/AFP RESUMO Sem tempo? Ferramenta de IA resume para você GERADO EM: 12/07/2026 - 16:30 Eleições em Israel: Referendo sobre Netanyahu em meio a crise Israel realizará eleições gerais em 27 de outubro, vistas como um referendo sobre o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, que enfrenta processo por corrupção e queda de popularidade após o ataque do Hamas. O pleito é o primeiro em Israel desde 1988 no calendário previsto. A popularidade de Netanyahu diminuiu devido a falhas de segurança e críticas sobre sua condução na guerra contra o Hamas. CLIQUE E LEIA AQUI O RESUMO Israel realizará eleições gerais em 27 de outubro, anunciou a coalizão do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu neste domingo. A data, a última prevista em lei para a realização do pleito, permitirá que o governo cumpra integralmente seu mandato e fará desta a primeira eleição em Israel desde 1988 realizada no calendário originalmente previsto. O Parlamento israelense (Knesset) encerrará seus trabalhos na sexta, data programada para o início do recesso eleitoral. Segundo a assessora jurídica da Casa, Sagit Afik, não será necessário aprovar uma lei para dissolver o Parlamento, como normalmente ocorre por iniciativa da coalizão, já que a data das eleições já está estabelecida em lei para 27 de outubro e não há intenção de encurtar o mandato da atual legislatura. Na última semana de funcionamento da 25ª Knesset, a coalizão tenta aprovar o maior número possível de medidas legislativas, entre elas propostas relacionadas à reforma do Judiciário e benefícios para a comunidade ultraortodoxa. Ainda não está claro, porém, quantos projetos poderão avançar antes do início do recesso. Também neste domingo, uma comissão do Parlamento aprovou a realização das duas votações finais sobre um projeto de lei que altera as regras de financiamento partidário. A proposta adia o pagamento de empréstimos concedidos às bancadas pelo Knesset e amplia o percentual de recursos públicos antecipados para as campanhas eleitorais. A eleição definirá se Netanyahu, que responde a um processo por corrupção, permanecerá no poder em um país que vive há quase três anos em estado de guerra e enfrenta uma grave crise social. Aos 76 anos, o líder do partido de direita Likud é o primeiro-ministro que permaneceu por mais tempo no cargo na história de Israel, em diferentes períodos não consecutivos. Ao todo, ele soma 18 anos no poder. Este será o primeiro pleito realizado em Israel desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 e, para muitos, representa um referendo sobre Netanyahu. As pesquisas mais recentes indicam que a maioria dos israelenses quer que ele deixe o poder. O ex-chefe do Exército Gadi Eisenkot aparece como seu principal adversário. As falhas de segurança que permitiram a entrada de combatentes do Hamas em território israelense continuam pesando sobre a popularidade do primeiro-ministro. Além disso, parte da opinião pública avalia que Netanyahu não cumpriu a promessa de alcançar uma “vitória total” sobre o Hamas e o grupo libanês pró-Irã Hezbollah. Muitos israelenses também consideram que o premier foi deixado de lado nas negociações que resultaram em um acordo de cessar-fogo entre Irã e EUA, visto por muitos como desfavorável aos interesses de Israel. No início de julho, o chefe interino da Comissão Central de Eleições de Israel, Din Livne, afirmou que o órgão estuda transmitir ao vivo a apuração dos votos. Segundo ele, a medida busca combater tentativas de desacreditar os resultados eleitorais. — Quem quiser acompanhar a contagem poderá fazê-lo — afirmou Livne durante uma conferência promovida pelo jornal Israel Hayom, acrescentando que, embora seja impossível “roubar” uma eleição em Israel, é possível convencer parte da população de que ela foi fraudada. — É um pouco entediante, mas qualquer pessoa que espalhe teorias da conspiração poderá ver que elas não têm fundamento. (Com AFP)