Embora o 250º aniversário do país já tenha passado, as acirradas batalhas partidárias sobre como contar a história dos EUA —em particular a história da fundação de 1776— estão longe de terminar.

Em 4 de julho, horas antes de o presidente Donald Trump fazer um discurso no National Mall, em Washington, a Casa Branca publicou um extenso relatório em seu site acusando o Museu Nacional de História Americana do Instituto Smithsonian de praticar "ativismo político extremo".

O relatório de 162 páginas, atribuído ao Conselho de Política Doméstica da Casa Branca, foi a mais recente investida na longa campanha do governo Trump para ganhar influência sobre o Smithsonian como um todo, que inclui 21 museus além do Zoológico Nacional. E rapidamente atraiu fortes críticas de historiadores.

"Em mais um exemplo de abuso de poder do Executivo, a Casa Branca está tentando coagir a liderança do Smithsonian a moldar sua apresentação da história dos EUA para que sirva à agenda política do governo", disse a Organização de Historiadores Americanos em comunicado na última segunda-feira.

Aqui estão algumas das principais acusações do relatório e como elas se relacionam com o esforço mais amplo do governo para promover o que Trump chamou de história "patriótica".