Planejar a aposentadoria pode ser intimidante. Afinal, estamos olhando para as necessidades de um "eu do futuro" —um desconhecido, décadas à frente.

"Você deposita para o futuro, mas o futuro está muito longe. O que aciona no seu cérebro hoje, ao fazer uma previdência, é o mesmo de quando você dá dinheiro a um estranho", afirma a planejadora financeira e professora da FGV (Fundação Getulio Vargas) Myrian Lund, citando estudos conduzidos pelo psicólogo Hal Hershfield nos últimos anos.

Some-se a isso o paradoxo da escolha: diante de tantas possibilidades, podemos ser levados a não agir e não escolher nenhum caminho.

"Falam para fazermos poupanças, investirmos de diferentes formas, pagar o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social). Parece que há vários caminhos e uma expectativa de acertar em relação a eles", diz a curitibana Maria Luisa Vale de Oliveira.

Aos 25 anos, Maria Luisa está no início da carreira e busca estabilidade. "É o que mais espero agora, ter mais estabilidade financeira para conseguir separar uma boa quantia lá para a frente, sem abdicar do que quero viver agora."